O Monitor do PIB, divulgado nesta sexta-feira (17) pela FGB, aponta crescimento de 0,6% na atividade econômica em julho, em comparação a junho e crescimento de 0,3% no trimestre móvel finalizado em julho. Na comparação interanual, a economia cresceu 6,6% em julho e 9,6% no trimestre móvel findo em julho.
“Em julho, primeiro mês do terceiro trimestre, a taxa de crescimento contra ao igual mês do ano anterior tem decrescido fortemente desde abril, quando foi observado o fundo do poço da recessão. Essas taxas de crescimento deverão continuar decrescentes, tendo em vista que a economia melhorou a partir de maio de 2020”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.
Os resultados estão influenciados pela recuperação de todas as atividades, exceto agropecuária, com destaque para o setor de outros serviços, em razão de maior percentual de pessoas vacinadas. O mesmo ocorre para os componentes da demanda, excetuando-se exportação, devido à forte desvalorização cambial, ele explica.
Em termos monetários, estima-se que o PIB no acumulado do ano até julho de 2021, em valores correntes, foi de 4 trilhões, 946 bilhões e 291 milhões de reais.
Taxa de variação mensal do PIB (%)

Reprodução/FGV
Componentes analisados
- Consumo das famílias – O consumo das famílias cresceu 9,5% no trimestre móvel findo em julho em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse resultado foi influenciado, principalmente, pelo crescimento de serviços (10,3%).
- Formação bruta de capital fixo – Cresceu 23,5% no trimestre móvel findo em julho em comparação ao mesmo período do ano passado.
- Exportação – A exportação apresentou crescimento de 3,8% no trimestre móvel findo em julho, em comparação ao mesmo período do ano passado. Apenas os componentes da agropecuária e da extrativa mineral não apresentaram crescimento. Serviços apresentou crescimento (25,1%) pelo quarto mês consecutivo.
- Importação – A importação apresentou crescimento significativo de 32,1% no trimestre móvel findo em julho, em comparação ao mesmo período do ano passado. Todos os componentes da importação apresentaram crescimento, com destaque para bens intermediários com crescimento de 43% influenciado pela demanda da indústria.
Outras projeções para o PIB
Ontem (16), a Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Economia, atualizou suas projeções no Boletim Macroeconômico, mantendo o Produto Interno Bruto (PIB) em 5,3% para este ano.
Para 2022, a projeção para o PIB caiu de 2,51% para 2,5%. E foi mantido em 2,5% de 2023 a 2025.
Já segundo o Focus, que capta as percepções do mercado, o PIB deve ficar em 5,04% neste ano.
Enquanto o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central e considerado uma prévia do PIB, teve alta de 0,60% em julho, ante projeção de 0,40%. Na comparação anual, a alta é de 5,53%, quando a previsão era 5%. Em junho, a alta foi de 1,14%.
O IBC-Br é mensal, divulgado pelo Banco Central, ao passo que o PIB é divulgado trimestralmente pelo IBGE.





