Money Week: Thiago Pereira leva lições do esporte para o empreendedorismo

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
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A terceira edição da Money Week chegou ao fim nesta sexta-feira, e o encerramento foi com chave ou, melhor, medalha de ouro.

Thiago Pereira, maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos e prata nas Olimpíadas de 2012, em Londres, formou o pódio do último painel do evento ao lado do xará Tiago Magnus, CEO da Transformação Digital, e de Juliano Custódio, CEO da EQI Investimentos.

Durante o descontraído bate-papo, em clima de happy hour, o trio comandado pela apresentadora Fabiana Panachão ensinou aos internautas que acompanharam a palestra sobre como ter fôlego para alcançar suas metas.

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O esporte é um empreendedorismo. Com 15 anos, eu ganhava R$ 150 e mudei de Volta Redonda para Belo Horizonte para buscar um sonho. Olhando para trás, para todo o passado, vejo que a chance de dar certo era 0000001%”, comentou Thiago Pereira.

Para o supercampeão pan-americano, dono também de uma medalha de bronze em Jogos Olímpicos, esporte e empreendedorismo têm muitos pontos em comum. Um dos destacados por ele durante a última palestra da Money Week foi a frieza para tomar decisões.

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Uma coisa que eu trouxe do esporte foi um pouco de frieza. Tive a oportunidade de nadar 4 finais olímpicas ao lado do Phelps [Michael, norte-americano dono de 37 recordes mundiais de natação e maior medalhista de ouro em uma única edição olímpica, com 8 medalhas). Tem que ter calma. As coisas não acontecem do dia para a noite. Precisa respeitar o tempo de maturação de tudo”.

Tiago Magnus, CEO da Transformação Digital, também dividiu sua vasta experiência no mundo do empreendedorismo (apesar da pouca idade) com os interessados internautas. E explicou que empreendedorismo está intrinsicamente ligado à liderança.

Quando comecei a empreender, tive que aprender o passo a passo na prática. Uma coisa é possuir uma habilidade técnica, outra é ter seu próprio negócio e saber como investir nele e no mercado. Tem que aprender a liderar, por exemplo, o que é um desafio. No esporte, você tem um time de 4 pessoas. Numa empresa há 10, 20, 30, 50. Comecei a empreender em 2011. Estou na quarta empresa que abri. Toda vez que você começa uma nova empresa é um aprendizado. É duro empreender, dá bastante trabalho”.

Sonhar grande, mas com passos pequenos

Thiago Pereira confessou que, desde que começou a treinar natação, sempre sonhou em chegar a uma edição de Jogos Olímpicos. Foi não somente a uma, mas a quatro, conquistando uma medalha de prata.

Durante a participação na Money Week, o ex-atleta transferiu a situação do sonho de atleta para o mundo do empreendedorismo, e fez um alerta: Não é proibido ter grandes sonhos nos negócios, mas é preciso “saber sonhar”.

“A gente tem que começar a olhar o que vai servir de combustível para a nossa vida. Precisa ter o grande sonho, mas também os sonhos de curto, médio e longo prazo. Eles que nos darão o combustível para continuar buscando”, pontou.

Com 15 ou 16 anos, se só sonhasse com Olimpíadas, seria um sonho muito distante. A gente tem que ter a meta lá na frente, mas também as de curto prazo. O que vou realizar esse ano? Essas pequenas conquistas são o que trazem o empreender. A gente tem o sonho da nossa empresa ficar gigante, grande, valer muito dinheiro, mas precisamos de nossas metas de curto, médio e longo prazo”, completou.

Esse ponto, aliás, foi colocado pelo ex-atleta como um dos erros mais comuns dos mais jovens atualmente. “O crescimento é lento. Hoje o aluno sai da faculdade e em um ano quer que a empresa fique milionária. Quer conquistar tudo muito rápido, da noite para o dia e, quando isso não acontece, pensa que o mundo acabou”.

Como se preparar para a crise?

Tiago Magnus, CEO da Transformação Digital, comentou sobre os momentos de crise pelos quais o país já passou – e vem passando, por causa do coronavírus – e sobre como isso mexe com o mundo corporativo.

Agora em sua quarta empresa desde que entrou no empreendedorismo, Magnus mostrou não ter medo de cenários negativos. “Quem está preparado faz o dever de casa. Estar preparado e saber que errar faz parte, mas tem que correr atrás. Ultrapassar o desafio traz a conquista, nem que seja o aprendizado. Os momentos de maior desafio têm aquilo que você precisa para dar o próximo passo”.

Questionado sobre o que esperar do Brasil em 2021, Magnus preferiu focar no trabalho que tem em mente para ele e para o crescimento de todo o time Transformação Digital. E o desafio é ousado: dominar o mundo digital.

“Quem está preparado faz o dever de casa. Estar preparado e saber que errar faz parte, mas tem que correr atrás. Ultrapassar o desafio traz a conquista, nem que seja o aprendizado. Os momentos de maior desafio têm aquilo que você precisa para dar o próximo passo”.

O lado empreendedor de Thiago Pereira

Não há como dissociar a imagem de Thiago Pereira supercampeão nas piscinas, apelidado de Mr. Pan, do empresário e empreendedor que hoje tem parceria firmada com o fundo de investimentos Bossa Nova.

A gestora criou um grupo voltado para startups de esporte e bem estar, com previsão de aporte de até R$ 15 milhões em 15 empresas do segmento.

O impulso para Thiago Pereira entrar na empreitada foi a possibilidade de levar esporte a todas as camadas da sociedade.

A receita de Thiago Pereira para, mais uma vez, tirar de letra um grande desafio na vida profissional, só que, agora, fora das piscinas, também é herança dos tempos em que brilhava como esportista.

“A gente tem que ser mais simples e não ter medo de errar. Todo mundo erra. Se errar, faz de novo, volta. Se perder, volta. A gente tem que buscar informação. Se a gente faz o planejamento patrimonial certo, guarda isso, guarda aquilo, daqui a 10 anos a gente vai ver isso. É algo importante e que falta muito para atletas do nosso País”, comentou, em discurso bastante parecido com o do ex-piloto Felipe Massa, que também participou da Money Week.

O que importa é estar focado e ter uma equipe que vá te ajudar. Não sabemos tudo. Se a gente não sabe, tem que contratar quem sabe”, concluiu.

Conselho final

Money Week

Participante ativo de praticamente todos os painéis da Money Week, Juliano Custódio, fundador e CEO da EQI Investimentos, aproveitou o último painel do evento para deixar um conselho de ouro, digno das medalhas de Thiago Pereira, para todos os mais de 43 mil inscritos no evento.

“Comece a viver abaixo das suas posses. Você tem que guardar mais dinheiro. Pode guardar com ações, fazer uma previdência privada, talvez Fundos Imobiliários. Comece a pensar na sua aposentadoria, porque você vai viver muitos anos, mas não vai estar ativo todos esses anos e não vai querer trabalhar talvez até os 75 anos. Vai querer uma folguinha nos últimos anos da vida. E o INSS não vai ser capaz de cuidar da sua aposentadoria. Então pense muito bem no seu futuro”.

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