O Ibovespa hoje (30) encerrou o pregão em alta de 1,39%, aos 187.317 pontos, após oscilar entre a mínima de 184.758 e a máxima de 187.920. Apesar do avanço no dia, o índice não conseguiu evitar perdas no acumulado semanal, refletindo um cenário ainda volátil para os ativos domésticos.
O volume financeiro somou R$ 28,5 bilhões, enquanto o giro total do pregão ficou em R$ 28,8 bilhões. No balanço do período, o Ibovespa acumulou queda de 1,80% na semana e leve recuo de 0,08% em abril. No entanto, no acumulado de 2026, o índice ainda apresenta valorização expressiva de 16,26%.
A sessão foi marcada pelo desempenho positivo das blue chips, que avançaram de forma generalizada e sustentaram o movimento de alta do índice. A Vale (VALE3) liderou os ganhos entre as ações de maior peso, com alta de 2,19%, cotada a R$ 81,18, superando inclusive o avanço de 1,60% do minério de ferro no mercado internacional.
Os papéis do setor bancário também tiveram destaque, contribuindo para o bom desempenho do Ibovespa hoje. Banco do Brasil (BBAS3) avançou 2,30%, a R$ 22,21, enquanto Santander (SANB11) subiu 1,40%, a R$ 29,04. BTG Pactual (BPAC11) registrou ganho de 1,31%, cotado a R$ 59,34, seguido por Bradesco (BBDC4), com alta de 1,10%, a R$ 19,32, e Itaú (ITUB4), que avançou 0,75%, a R$ 43,19.
O movimento positivo das ações de grande capitalização reforça a percepção de fluxo comprador concentrado em nomes mais líquidos, em meio a ajustes de carteira e melhora no apetite ao risco ao longo da sessão.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,98%, cotado a R$ 4,9527, após oscilar entre R$ 4,9512 e R$ 4,9997. O desempenho da moeda americana acompanhou o maior apetite por ativos de risco e contribuiu para o avanço da bolsa no dia.
No acumulado, o dólar recuou 0,91% na semana e 4,36% em abril, ampliando as perdas para 9,77% no ano. Já a taxa Ptax encerrou o dia em R$ 4,9886, com baixa de 0,20% e queda de 4,42% no mês.
Apesar da recuperação no pregão, o desempenho semanal negativo do Ibovespa indica cautela por parte dos investidores, que seguem atentos ao cenário macroeconômico e aos próximos direcionadores para os mercados.
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Mercados dos EUA
As bolsas de Nova York encerraram a quinta-feira em forte alta, impulsionadas por resultados corporativos acima das expectativas e pelo alívio nas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.
O índice S&P 500 avançou 1,02% e fechou aos 7.209,01 pontos, renovando seu recorde histórico e superando pela primeira vez a marca dos 7.200 pontos. O movimento foi sustentado pela reação positiva dos investidores aos balanços de empresas como Caterpillar e Alphabet, que apresentaram resultados considerados robustos.
Já o Nasdaq Composite, com forte concentração em empresas de tecnologia, subiu 0,89%, aos 24.892,31 pontos, também estabelecendo novos recordes tanto intradia quanto no fechamento.
O Dow Jones Industrial Average registrou o melhor desempenho percentual entre os principais índices, com alta de 1,62%, equivalente a um ganho de 790,33 pontos, encerrando o dia aos 49.652,14 pontos.
O desempenho positivo dos mercados reflete a combinação entre resultados corporativos sólidos e a redução das preocupações com uma possível escalada no conflito no Oriente Médio, fatores que reforçaram o apetite por risco ao longo da sessão.






