A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com produção média de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (Mboed), estabelecendo um novo recorde histórico para a companhia.
O resultado representa alta de 3,7% frente ao quarto trimestre de 2025 e de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Relatório de Produção e Vendas divulgado nesta quarta-feira (30).
Pré-sal puxa crescimento
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das operações no pré-sal, onde a produção atingiu 2.189 mil barris por dia — 3,5% acima do trimestre anterior. O ramp-up das plataformas P-78 e Alexandre de Gusmão, nos campos de Búzios e Mero, respectivamente, foi determinante para o resultado.
No dia 20 de março, as plataformas de Búzios alcançaram recorde diário de 1,037 milhão de barris de óleo operado, enquanto o campo de Mero superou a marca de 700 mil barris em um único dia. No total, entraram em operação 10 novos poços produtores no trimestre — 7 na Bacia de Campos e 3 na Bacia de Santos.
Refino em alta
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, a produção total de derivados cresceu 6,7% em relação ao quarto trimestre de 2025, chegando a 1.816 mil barris por dia. O fator de utilização total do parque de refino atingiu 95% — seis pontos percentuais acima do trimestre anterior —, com março registrando o pico de 97,4%, maior nível desde dezembro de 2014.
A produção de diesel S10 bateu recorde mensal em março, com 512 mil barris por dia. O período também marcou o menor volume de importação de GLP da história recente da companhia, de apenas 26 mil barris por dia, reflexo da maior produção interna. As vendas de derivados no mercado interno cresceram 2,9% frente ao primeiro trimestre de 2025.
Energia e sustentabilidade
No segmento de Gás e Energias de Baixo Carbono, a Petrobras contratou nove usinas termelétricas nos Leilões de Reserva de Capacidade de 2026, totalizando cerca de 2,6 gigawatts de potência firme para o Sistema Interligado Nacional.
A companhia também comercializou 6 mil m³ de combustível de aviação sustentável (SAF) no trimestre, produto lançado comercialmente em dezembro de 2025. Na frente ambiental, as emissões de gases de efeito estufa nas atividades de óleo e gás ficaram em 12,3 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, 1 milhão acima do registrado no 1T25, reflexo direto da expansão da produção.
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