Fundos imobiliários: como investir a partir de R$ 5 mil em opções para renda e ganho de capital

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Crédito: Fotos de Empreendimentos de Fundos Imobiliários

O fechamento de shoppings e imóveis comerciais foram alguns dos problemas enfrentados pelos Fundos Imobiliários em 2020. No entanto, o setor foi capaz de crescer e triplicar o número de cotistas no ano passado, superando 3,5 milhões de investidores.

As informações são da B3 e da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) , a partir de dados disponibilizados pelos próprios gestores dos Fundos Imobiliários. Para 2021, as expectativas do setor ainda são de crescimento, pois o investidor continuará buscando alternativas à renda fixa.

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Neste artigo, veremos algumas recomendações da Eleven Financial para investir em FIIs conforme as estratégias de renda e ganho de capital. Há também uma sugestão de alocação de recursos, conforme o valor disponível para a aplicação. Continue a leitura!

Fundos Imobiliários: como dividir a carteira

Independentemente da estratégia a ser seguida (se renda ou ganho de capital), a alocação sugerida é a mesma. Ela leva em consideração o montante que o investidor tem disponível para a aplicação. As faixas de valores são as seguintes:

  • até R$ 5 mil: colocar todos os recursos em um fundo imobiliário;
  • de R$ 5 mil a R$ 15 mil: fazer uma alocações nos dois fundos com valor dividido igualmente entre ambos;
  • de R$ 15 mil a R$ 25 mil: três ou quatro fundos, divididos proporcionalmente;
  • de R$ 25 mil a R$ 40 mil: quatro ou cinco fundos, divididos proporcionalmente;
  • de R$ 40 a R$ 50 mil: cinco fundos, divididos proporcionalmente;
  • acima de R$ 50 mil: diversificar em todas as opções das listas, e conforme a distribuição do portfólio.

Agora, veremos os FIIs recomendados pela Eleven de acordo com cada estratégia de investimento.

Fundos Imobiliários para renda

A primeira estratégia que pode ser feita em Fundos Imobiliários é a de renda. Nela, a pessoa espera ter um fluxo de caixa com entradas regulares. Para elas, os Fundos Imobiliários indicados são os seguintes:

GTWR11: o Green Towers é formado por um único imóvel AAA, localizado em Brasília e locado para o Banco do Brasil. Dividend Yield (DY) de 7% ao ano.

PVBI11: O VBI Prime Properties é um fundo de lajes corporativas com 100% de taxa de ocupação, localizado em duas regiões de grande fluxo comercial. DY de 6,5% ao ano.

GGRC11: O GGR Covepi Renda é um FII que investe predominantemente nos setores industrial e logístico, com contratos atípicos de, no mínimo, 10 anos. DY de 6,8% ao ano.

HGLG11: O CSHG Logística tem em seu portfólio predominantemente galpões logísticos e industriais. Alguns locatários são Lojas Renner, Volkswagen, Lojas Americanas, Tetrapack. DY de 6,0% ao ano.

LVBI11: O VBI Logistico é composto por imóveis dos segmentos industrial e logístico, com contratos atípicos. DY de 5,8% ao ano.

VISC11: O FII de Shopping Centers Da Vinci já fez 4 captações desde o seu início na B3, em 2017. DY de 4,2%.

OUJP11: O Ourinvest JPP é um fundo de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs), com títulos predominantemente do segmento comercial. DY de 9,0% ao ano.

CVBI11: O fundo VBI CRI investe em ativos indexados à inflação (IPCA e IGPM) e possui uma pequena parte alocada em outros FIIs. DY de 8,8% ao ano.

MCCI11: Fundo de recebíveis da Mauá Capital de novembro/2019, com PL de R$ 882 milhões e boa liquidez diária. DY de 8,2% ao ano.

Fundos Imobiliários para ganho de capital

Por outro lado, o investidor pode querer priorizar a valorização das cotas em vez do dividend yield. Neste caso, o indicador apontado pela gestora é a taxa interna de retorno (TIR), que mostra a rentabilidade de um investimento. Vamos às sugestões:

BCRC11: O BC Fund é composto por 11 escritórios comerciais em São Paulo e Rio de Janeiro, localizados em imóveis classes AAA e A. TIR de 7,5%.

HGRE11: O CSHG Real Estate possui 21 ativos, sendo 90% em São Paulo. TIR de 7,7%.

RBRP11: O FII de properties da RBR Assets tem foco em lajes corporativas e galpões logísticos. Já fez 4 captações desde seu início, em setembro de 2019. TIR de 8,0%.

ALZR11: O Alianza Trust possui cinco ativos, sendo quatro galpões logísticos e um prédio comercial monousuário, cujo contrato se assemelha ao de um empreendimento logístico. TIR de 7,2%.

MALL11: O Malls Brasil Plural gera renda por meio da locação de participações em shoppings centers. PL total de R$ 800 milhões, distribuídos em participações em sete shoppings centers. TIR de 9,4%.

FISG11: O FII é formado por 36,5% do Shopping Bonsucesso e do Parque Shopping Maia. TIR de 9,8%

XPML11: FII de shoppings, com participações no Caxias Shopping, Shopping Cidade São Paulo, Parque Shopping Belém, Santana Parque Shopping e empreendimentos da Cia JHSF. TIR de 9,0%.

IRDM11: O Iridium Recebíveis Imobiliários investe prioritariamente em CRIs. TIR de 9,0%.

TGAR11: O FII tem grande parte dos empreendimentos localizados em Goiânia, Mato Grosso e parte do Maranhão. TIR de 9,5%.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.