Bolsa de valores sobe 0,65%, seguindo a alta de Wall Street

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores conseguiu fechar no positivo nesta terça-feira (9). O índice subiu 0,65%, fechando com 111.330,62 pontos, seguindo a subida dos principais índices em Wall Street.

O “caso Lula” no Supremo Tribunal Federal (STF) seguiu hoje, com o julgamento da suspeição do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (sem partido), começando com Gilmar Mendes não só anulando provas e julgamento, como condenando Moro a pagar as custas do processo do triplex na cidade do Guarujá, litoral de São Paulo – algo em torno de R$ 200 mil.

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Mas houve notícias consideradas “boas” pelos agentes do mercado financeiro. O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial na Câmara dos Deputados, Daniel Freitas (PSL-SC), manteve o texto como aprovado pelo Senado Federal, com todas as contrapartidas fiscais da proposta para a aprovação do auxílio-emergencial.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 109.343,23 pontos (-1,15%); e na máxima, 112.524,50 pontos (+1,73%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 41,119 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (8): -3,98% (110.611,58 pontos)
  • terça-feira (9): +0,65% (111.330,62 pontos)
  • semana: -3,33%
  • março: +0,07%
  • 2021: -6,54%

Dólar

A moeda fechou o dia em alta. A moeda norte-americana subiu 0,33%, valendo R$ 5,7974.

  • segunda-feira (8): +1,67% a R$ 5,7783
  • terça-feira (9): +0,33% a R$ 5,7974
  • semana : +2,01% a R$ 5,7974

Euro

  • segunda-feira (8): +2,61% a R$ 6,9584
  • terça-feira (9): -0,76% a R$ 6,9057
  • semana: +1,85% a R$ 6,9057

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações em Wall Street voltou a subir hoje, depois de uma queda nos rendimentos dos títulos, que fez os investidores novamente elevarem as tecnológicas do Nasdaq.

Além disso, a aprovação pelo Senado Federal norte-americano do projeto de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão, aprovado no último final de semana, fez com que os investidores continuassem a se deslocar para ações, apostando em uma recuperação econômica.

Os democratas da Câmara dos Representantes pretendem aprovar o projeto na quarta-feira (10) para que o presidente Joe Biden possa assiná-lo até o fim de semana.

A queda do índice de novos casos diários e mortes nos Estados Unidos também corroboram que o processo de vacinação está sendo bem-sucedido (agora, na média de 50 mil casos e 800 a 900 mortes), o que pressupõe uma possível reabertura mais vigorosa da economia.

Já na Europa, no quarto trimestre de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro recuou 0,7% na comparação com o trimestre anterior, enquanto o PIB de toda a União Europeia caiu 0,5%.

Tais quedas seguem a forte recuperação no terceiro trimestre. Naquele período, a alta foi de 12,5% na zona do euro e de 11,6% na União Europeia.

Apesar disso, relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que a economia global deve crescer 5,6% neste ano. Para 2022, a projeção é uma alta de 4%. Os fatores para essa recuperação são a chegada da vacinação e o novo pacote de estímulos recém-aprovado nos Estados Unidos.

O pacote de estímulos é considerado essencial porque pode ajudar a ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano. As projeções é que cresça cerca de 3 pontos percentuais. Esse avanço, por sua vez, ampliará a demanda em países parceiros dos Estados Unidos.

O cenário anterior era uma projeção de 4,2% para o fim de 2021 e 3,7% para o ano que vem. No entanto, Laurence Boone, economista-chefe do órgão, avisa que a vacinação precisa ser acelerada para ajudar a garantir essa recuperação mundial.

Nova York

  • S&P: +1,42%
  • Nasdaq: +3,69%
  • Dow Jones: +0,10%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,61%
  • DAX (Alemanha): +0,40%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,17%
  • CAC (França): +0,37%
  • FTSE MIB (Itália): +0,57%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,62%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): -1,82%
  • SZSE Component (China): -2,80%
  • China A50 (China): -1,80%
  • DJ Shanghai (China): -1,89%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,81%
  • Nikkei (Japão): +0,99%
  • SET (Tailândia): +0,44%
  • ASX 200 (Austrália): +0,47%
  • Kospi (Coreia do Sul): -0,67%

Brasil: ambiente político e econômico

O relator da PEC Emergencial, Daniel Freitas (PSL-SC), não atendeu a um pedido do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), que queria fazer mais um aceno eleitoral com o dinheiro público.

Ele havia pedido a retirada de três dispositivos da proposta, para liberar a possibilidade de progressão e promoção de servidores públicos em próximas crises, além da necessidade do Poder Executivo apresentar um plano para redução de subsídios e isenções de impostos.

O pedido mais sensível, porém, era para que profissionais da segurança, eleitores fiéis seus, não fossem afetados pelas medidas restritivas de gastos públicos.

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e Roberto Campos Neto, presidente do banco Central (BC), se reuniram para tratar sobre o renascimento do auxílio-emergencial e Campos Neto pediu que o auxílio só pode voltar com “contrapartidas fiscais”.

É tudo o que o mercado quer ouvir, e, pelo visto, independente de quais seriam essas contrapartidas.

O relator manteve o que foi aprovado no Senado, mas não garante que o texto não será alterado na Câmara. Isso atrasaria ainda mais a aprovação. Um texto alterado teria que voltar a ser discutido no Senado.

Enquanto isso, o auxílio não sai e milhões de brasileiros seguem aguardando, à míngua.

Paralelamente, a segunda turma do STF começou a votar a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no julgamento que condenou o ex-presidente Lula e o tirou do pleito tanto de 2018, facilitando o caminho de Bolsonaro (que depois levaria Moro ao ministério, numa manobra duramente atacada por Gilmar Mendes), e o tiraria de 2022.

Mendes não só acatou o pedido da defesa de Lula, de que Moro não foi parcial como um juiz deve ser, como condenou o ex-juiz a pagar as custas processuais.

Depois, o ministro Kassio Nunes Marques pediu vista e não deu seu voto. Apenas Ricardo Lewandowski deu seu voto depois disso.

Ou seja, até a publicação deste texto, os demais três votos ainda não haviam sido proferidos, mas é quase certo que haverá maioria na turma de pelo menos 3 a 2 para seguir o voto de Mendes.

O processo contra Lula deveria ser, assim, reiniciado do zero, dando tempo mais do que suficiente para o ex-presidente disputar em 2022, se assim o quiser.

Na questão dos dados, o setor de serviços cresceu 0,6% em janeiro, após ficar estável em dezembro de 2020. No entanto, em comparação com janeiro do ano anterior, a queda é de 4,7%. Em 12 meses até janeiro, o recuo é de 8,3%.

Ainda assim, o resultado de janeiro é o oitavo não negativo consecutivo do setor. O volume de serviços ainda está 13,8% abaixo do recorde histórico, registrado em novembro de 2014, e 3% abaixo de fevereiro de 2020, quando as medidas de isolamento social para controle da pandemia de Covid-19 não haviam sido adotadas.

Bolsa: ações

Das 81 ações negociadas na bolsa, apenas 42 subiram e as outras 39 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 98,67 (-1,00%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 21,59 (+2,32%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 23,39 (+1,26%)
  • B3 (B3SA3): R$ 53,50 (+1,40%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 24,35 (+0,83%)

Maiores altas

  • Minerva (BEEF3): R$ 10,20 (+6,14%)
  • BRF (BRFS3): R$ 24,65 (+5,98%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 79,18 (+5,06%)
  • Braskem (BRKM5): R$ 31,49 (+4,27%)
  • PetroRio (PRIO3): R$ 98,73 (+3,93%)

Maiores baixas

  • Lojas Americanas (LAME4): R$ 21,00 (-5,70%)
  • B2W (BTOW3): R$ 63,14 (-5,25%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 10,98 (-4,85%)
  • Hering (HGTX3): R$ 14,40 (-4,06%)
  • EzTec (EZTC3): R$ 28,87 (-3,93%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,46% (47.918,01 pontos)
  • IBrX 50: +0,53% (18.700,54 pontos)
  • IBrA: +0,41% (4.479,06 pontos)
  • SMLL: -0,16% (2.586,49 pontos)
  • IFIX: -0,09% (2.842,75 pontos)
  • BDRX: +2,18% (13.224,90 pontos)

Commodities

  • Brent (para maio): US$ 67,52 (-1,06%)
  • WTI (para abril): US$ 64,01 (-1,60%)
  • Ouro (abril): US$ 1.716,90 (+2,31%)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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