Vacinação e estímulos melhoram panorama mundial, diz OCDE

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/Pixabay

Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que a economia global deve crescer 5,6% neste ano. Para 2022, a projeção é uma alta de 4%. Os fatores para essa recuperação são a chegada da vacinação e o novo pacote de estímulos dos Estados Unidos. Esse estímulo é de US$ 1,9 trilhão.

O pacote de estímulos é considerado essencial porque pode ajudar a ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano. As projeções é que cresça cerca de 3 pontos percentuais. Esse avanço, por sua vez, ampliará a demanda em países parceiros dos Estados Unidos.

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O cenário anterior era uma projeção de 4,2% para o fim de 2021 e 3,7% para o ano que vem. No entanto, Laurence Boone, economista-chefe do órgão, avisa que a vacinação precisa ser acelerada para ajudar a garantir essa recuperação mundial.

OCDE: política fiscal deve ser ajustada

Boone disse também que a política fiscal precisa ser melhor ajustada. O motivo é ajudar a sair da crise trabalhadores dos setores mais impactados pela pandemia. Além de oferecer mais oportunidade aos jovens no mercado de trabalho. Mas esse ajuste pode vir à medida em que a economia vá se recuperando.

Quanto à questão das commodities, os custos começam a ganhar uma pressão. Isso porque a demanda vem se recuperando mas há uma interrupção temporária da oferta.

Cenário brasileiro

Na semana passada, a OCDE já havia feito uma análise do cenário brasileiro. O relatório do órgão traz recomendações sobre a governança das empresas estatais nacionais. Aponta diretrizes de organização e boas práticas para as empresas. Entre elas o fortalecimento da transparência e dos conselhos e da diretoria executiva das empresas. Atualmente, a União controla diretamente mais de 45 companhias em diversos setores.

Entre as recomendações está o fortalecimento dos conselhos e da diretoria executiva das empresas. A forma de atingir esse objetivo é dar mais poder aos conselhos, promover melhoria de regras e aprimoramento dos procedimentos para nomeação de diretores e executivos.

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