Dólar perde 0,73%, com dados do seguro-desemprego nos EUA e movimentação exterior

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O dólar perdeu 0,73% nesta quinta-feira (20), cotado a R$ 5,2771. A moeda segue a movimentação no exterior, diante dos pares.

Dados econômicos nos Estados Unidos melhores que o esperado, como dos pedidos de seguro-desemprego, ajudaram a manter um bom humor geral entre os agentes de mercado.

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No Brasil, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, investigando as ações do governo federal no combate à pandemia, voltou a ouvir o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, em uma sessão cansativa e novamente bastante tensa, com o general enrolando nas respostas e se contradizendo mais uma vez.

E a privatização da Eletrobras (ELET3 ELET6) deu um passo importante, com a aprovação do texto-base de MP na Câmara dos Deputados, embora com problemas.

  • segunda-feira (17): -0,09% a R$ 5,2663
  • terça-feira (18): -0,22% a R$ 5,2545
  • quarta-feira (19): +1,17% a R$ 5,3158
  • quinta-feira (20): -0,73% a R$ 5,2771
  • semana : +0,13% a R$ 5,2771

Seguro-desemprego nos EUA

Na semana finalizada em 15 de maio, os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos ficaram em 444 mil, ante 478 mil da semana anterior (ajustados dos 473 mil anunciados anteriormente).

O resultado veio melhor do que o mercado projetava, que eram 450 mil novos pedidos.

Este é o nível mais baixo para reivindicações desde 14 de março de 2020, antes do início da pandemia, quando os pedidos chegavam a 256 mil. E reforça a tese de que o mercado de trabalho e a economia americana estão em recuperação – e dá argumentos ao debate quanto à alta da inflação e, consequentemente, dos juros; e também à necessidade ou não de mais estímulos do governo em um cenário de retomada já em andamento.

Confiança do Comércio no Brasil

Apesar da expectativa positiva com as vendas de Dia das Mães, a confiança do empresário do comércio caiu em maio em relação ao mês anterior. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) teve redução de 1,2%, atingindo 91,3 pontos. Assim, o índice aparece na zona de insatisfação (abaixo de 100 pontos) pela segunda vez consecutiva.

Apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Icec foi divulgado hoje (20).

Segundo a entidade, a performance do Icec prenuncia um começo de ano preocupante, apesar dos esforços das políticas públicas para mitigar os efeitos sobre o consumo e o mercado de trabalho.

Eletrobras (ELET3 ELET6): privatização anda

A Câmara dos Deputados aprovou, por 313 votos a 166, o texto-base da Medida Provisória 1031/21, que viabiliza a desestatização da Eletrobras (ELET6), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia que responde por 30% da energia gerada no País.

O Plenário começou a analisar na noite desta quarta (19) os destaques apresentados pelos partidos para tentar modificar o texto do relator, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA).

O modelo adotado pela MP prevê a emissão de novas ações da Eletrobras a serem vendidas no mercado sem a participação da empresa, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela União.

A aprovação da MP da Eletrobras representa uma vitória da agenda liberal do ministro Paulo Guedes e abre caminho para a privatização da estatal. A União fará uma capitalização da empresa, com lançamento de ações em bolsa, mas não participará da operação.

Apesar de perder o controle, a União terá uma ação de classe especial (golden share) que lhe garante poder de veto em decisões da assembleia de acionistas a fim de evitar que algum deles ou um grupo de vários detenha mais de 10% do capital votante da Eletrobras.

Acordo

A votação ocorreu após os governistas entrarem em acordo com o relator para que a contratação de usinas térmicas a gás e de pequenas centrais elétricas (PCHs) ocorra, mas não seja uma condição prévia à capitalização.

Numa versão anterior do texto, o relator condicionava a privatização aos leilões, o que atrasaria o cronograma do governo.

*Com BDM e CNBC

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