Confiança empresarial recua em março em todos os setores da economia, aponta FGV

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução / Pollux

O Índice de Confiança Empresarial, medido pela FGV, teve recuo de 5,6 pontos em março, chegando a 85,5 pontos. Este é o menor nível desde julho de 2020.

Com o resultado, a média do primeiro trimestre de 2021 terminou 6,1 pontos abaixo da média do trimestre anterior.

Para Aloisio Campelo Jr., superintendente de estatísticas da FGV, a piora do quadro da pandemia afetou a confiança empresarial.

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“Além da intensificação da tendência de desaceleração do nível de atividade que já se observava nos meses anteriores, houve um expressivo aumento do pessimismo em relação aos próximos meses, afetando as perspectivas de vendas e de contratações. A confiança do Comércio despencou, ficando abaixo da confiança de Serviços, que já estava muito baixa em fevereiro. A distância entre a confiança da Indústria, em queda mas ainda elevada, e a dos demais setores atingiu um recorde histórico em março”, avalia.

O Índice de Situação Atual Empresarial cedeu 4,6 pontos, para 88,8 pontos. E o Índice de Expectativas com os próximos meses caiu 8,6 pontos, para 83,2 pontos.

confiança empresarial

Reprodução/FGV

Confiança cai em todos os setores: comércio é o mais afetado

O Índice de Confiança Empresarial consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

A confiança de todos os setores diminuiu em março. O destaque do mês foi o recuo de 18,5 pontos na confiança do Comércio, para 72,5 pontos. Ficou abaixo do Índice de Confiança de Serviços (ICS), que recuou 5,6 pontos, para 77,6 pontos.

Esta foi a primeira vez que o indicador de serviços deixou de ser o menor índice de confiança desde fevereiro de 2020.

Os índices de confiança da Construção e da Indústria recuaram pela terceira vez seguida. O primeiro, para 88,8 pontos, nível moderadamente baixo; já a Indústria segue sendo o único setor em que a confiança continua elevada (104,2 pontos) a despeito da desaceleração percebida pelo setor desde o final do ano.