Confiança do setor de serviços recua ao menor nível desde junho

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Sondagem de Serviços, medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou que a confiança no setor recuou 5,6 pontos em março, para 77,6 pontos. Este é o menor nível desde junho do ano passado, quando atingiu 71,7 pontos.

Em médias móveis trimestrais, o índice se manteve em tendência decrescente pelo quarto mês consecutivo ao cair 2,9 pontos.

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Reprodução/FGV

“A piora da satisfação dos empresários e aumento do pessimismo em relação ao curto prazo sinalizam as dificuldades do setor diante o recrudescimento da pandemia, aumento das medidas restritivas e cautela dos consumidores. A distância para os níveis anteriores à pandemia segue aumentando e o cenário de elevada incerteza ainda persiste. O que torna difícil vislumbrar uma recuperação nos próximos meses, enquanto não houver aceleração no processo de imunização e melhora dos números da pandemia”, avaliou Rodolpho Tobler, economista responsável pelo estudo.

O Índice de Situação Atual caiu 4,2 pontos, para 74,4 pontos, menor nível desde julho do ano passado (71,0 pontos). O Índice de Expectativas futuras cedeu 6,7 pontos, para 81,3 pontos, o pior resultado desde junho do ano passado (79,8 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços variou 0,8 ponto percentual, para 83,2%, retornando a nível próximo ao de janeiro.

Ao longo da última semana, a FGV também divulgou a Confiança do ConsumidorConfiança do Comércio, Confiança da Construção e Confiança da Indústria. Todas tiveram queda no mês de março, retrocedendo a meados de 2020. O que reflete o impacto do recrudescimento da pandemia.