Confiança da Construção recua ao menor nível desde agosto; INCC sobe 2%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: FGV

O Índice de Confiança da Construção, calculado pela FGV, recuou 3,2 pontos em março, para 88,8 pontos. O resultado é o menor nível desde agosto de 2020 – quando registrou 87,8 pontos. Em queda há três meses consecutivos, o índice medido em médias móveis trimestrais caiu 1,7 ponto.

“O resultado de março mostra uma piora disseminada entre os diversos segmentos. Dessa forma, no primeiro trimestre do ano, os empresários percebem uma situação mais desfavorável que a do último trimestre de 2020, indicando uma deterioração do processo de recuperação”, avaliou Ana Maria Castelo, coordenadora da pesquisa.

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Em março, a queda da confiança foi resultado da piora da percepção dos empresários na avaliação sobre o momento presente e da redução das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual recuou 2,2 pontos, ao passar de 90,0 pontos para 87,8 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 4,1 pontos, para 90,0 pontos, a quinta queda consecutiva.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção cedeu 1,5 ponto percentual (p.p.), para 71,8%.

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Reprodução/FGV

Custo da Construção

Outro indicador divulgado hoje pela FGV foi o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), que subiu 2% em março, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando o índice registrou taxa de 1,07%.

Com este resultado, o índice acumula alta de 4,04% no ano e de 11,95% em 12 meses. Em março de 2020, o índice variou 0,38% no mês e acumulava alta de 4,34% em 12 meses.

A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 2,14% em fevereiro para 3,76% em março. O índice referente à Mão de Obra passou de 0,03% em fevereiro para 0,28% em março.