A Companhia Brasileira de Alumínio, CBA (CBAV3), estreia na B3 (B3SA3) nesta quinta-feira (15) em alta. No início do pregão, as ações chegaram a se valorizar 11,34%, mas fecharam com ganhos de 5,89%, a R$ 11,86.
O IPO (Oferta Pública Iniciai) da CBA ocorreu no início desta semana, levantando R$ 1,6 bilhão. A precificação do papel ficou em R$ 11,20.
Os recursos serão usados para tirar do papel vários projetos da CBA, principalmente na geração de energias renováveis. Hoje, com geração hidráulica, a empresa tem 100% de geração própria, mas muitas concessões têm vencimento dos contratos próximos.
A empresa pretende focar também em comprar outras companhias, por meio de fusões e aquisições (M&A).
A oferta é liderada pelo Bank of America (BofA). As demais instituições são XP, BTG Pactual, Citi e Banco do Brasil.
Sobre a CBA (CBAV3)
A CBA foi fundada em 1941, sob liderança de Antônio Ermínio de Moraes, um dos quatro filhos da família fundadora do grupo. Nasceu com o plano inicial de explorar as jazidas de bauxita da unidade de Poços de Caldas (MG) para beneficiamento em uma fábrica localizada na fazenda Rodovalho, em Mairinque (SP).
A empresa afirma que é a única companhia integrada de alumínio do Brasil, atuando desde a mineração da bauxita até a produção de um portfólio completo de produtos primários (lingotes, tarugos, bobinas casters e placas) e transformados (folhas, chapas, bobinas, telhas, perfis extrudados) de alumínio.
A CBA reverteu o lucro líquido de R$ 54 milhões em 2018 para um prejuízo líquido de R$ 34 milhões em 2019. Em 2020 o prejuízo saltou para R$ 879 milhões.
A companhia somou Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 661,8 milhões em 2020. Ou seja, valor menor do que os R$ 988 milhões de 2019 e os R$ 978 milhões de 2018.