BDRs (DISB34) da Disney valorizam 48% no ano: saiba como investir

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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A Walt Disney Company é uma multinacional de mídia e entretenimento que dispensa apresentações. Está sempre nas listas das marcas mais admiradas do planeta e é difícil achar quem não tenha alguma memória relacionada a ela, seja através de filmes, produtos ou turismo.

A Disney tem capital aberto na Nyse, a bolsa de Nova York, mas seus papéis também podem ser negociados a partir do Brasil, via Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Desde outubro, esses papéis, que espelham ações de empresas listadas no exterior, estão disponíveis na B3 para qualquer investidor, inclusive pessoas físicas. Até então, eles só eram disponibilizados para investidores qualificados, com mais de R$ 1 milhão em investimentos.

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Conheça mais sobre a empresa, como ela foi afetada  pela pandemia e sua estratégia para se reerguer através de sua plataforma de streaming, a Disney+.

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Números da Disney

A Disney foi fortemente afetada pela pandemia. Especialmente no que diz respeito à frequência de seus parques e lojas – diretamente relacionada à queda no turismo. No seu último trimestre fiscal, a empresa teve prejuízo líquido de US$ 710 milhões, ou US$ 0,20 por ação.

Com isto, reverteu o resultado do mesmo período de 2019, quando teve lucro de US$ 777 milhões, ou US$ 1,07 por ação.

A receita da empresa ficou em US$ 14,7 bilhões, uma queda de 23% na comparação anual. Ainda assim, o resultado ficou acima do que as projeções apontavam: prejuízo de US$ 0,73 por ação.

Por conta da crise, a companhia precisou anunciar o corte de 28 mil empregos de seus parques temáticos, varejo e cruzeiros.

Em comunicado, a Disney afirmou que seu segmento mais afetado foi mesmo o de Parques, Experiências e Produtos.  No entanto, a pandemia fez com que a empresa acelerasse e redobrasse esforços em seu serviço de streaming, Disney+.

Valorização dos BDRs da Disney

Na B3, os BDRs da Disney são negociados sob o código DISB34.

De janeiro a 22 de dezembro, os papéis negociados na bolsa brasileira tiveram valorização de 48%, indo de R$ 590,95 para R$ 877,50.

Já as ações na Nyse valorizaram bem menos, 15%, de US$ 148,20 para US$ 170,45. Confira nos gráficos abaixo.

Disney BDR

Reprodução/Google

Disney Nyse

Reprodução/Google

Disney+ é maior aposta da companhia

A plataforma Disney+ já superou as 70 milhões de assinaturas em menos de um ano de funcionamento, o que superou em muito as expectativas da própria empresa.

Na ocasião do anúncio da plataforma, em 2019, a Disney calculava que teria entre 60 milhões e 90 milhões de assinantes até 2024. Ou seja, a meta de cinco anos foi alcançada em poucos meses. Até o CEO da Netflix, Reed Hastings, concorrente da marca em streaming, chamou o feito de “surpreendente”.  No Brasil, a plataforma Disney+ só chegou em novembro deste ano.

Os analistas projetam, agora, uma nova meta para o streaming da Disney: chegar a 158 milhões de assinantes em cinco anos. O número se compara aos 195 milhões de assinantes atuais da Netflix, segundo a Bloomberg.

Com o fechamento das salas de cinema na pandemia, a Disney adiou parte das produções deste ano e antecipou o lançamento no streaming – em alguns casos, por um preço adicional. A estratégia pode ser adotada agora permanentemente, com menor tempo de exibição nas salas de cinema e disponibilização mais rápida dos títulos online.

A história da Disney

A Walt Disney Studio foi fundada pelo irmãos Walt e Roy Disney, em 1923. O personagem Mickey Mouse, símbolo do grupo até hoje, nasceu em 1928. Mas não foi o primeiro. Antes dele, veio o coelho Oswald, bem parecido com Mickey, por sinal, e os curtas de animação “Alice Comedies”.

Mas o primeiro sucesso mesmo só viria em 1937, com “Branca de Neve e os sete anões”. Quase duas décadas depois, em 1955, a Disney inaugurava o seu primeiro parque temático, a Disneylândia, na Califórnia.

Walt Disney faleceu em 1966.

O parque Walt Disney World, de Orlando, o mais relevante do grupo, foi inaugurado em 1971. Hoje, há parques da companhia na França, no Japão e em Hong Kong.

Nos anos 1990, a Disney viveria uma produção intensa de grandes sucessos da animação. Entre eles, “O Rei Leão”, “A Bela e a Fera” e “Aladdin”.

Também nos anos 1990, a empresa faz uma parceria com a Pixar, em “Toy Story”. A Pixar hoje pertence ao grupo, assim como Marvel, Lucasfilm, 20th Century Studios e os canais esportivos ESPN e Fox Sports.

Como investir na Disney?

Desde 22 outubro, os BDRs da Disney estão disponíveis na B3 para todo investidor interessado. Até então, eles eram reservados apenas para investidores qualificados, ou seja, aqueles com mais de R$ 1 milhão em investimentos.

A grande vantagem para o investidor é que, ao adquirir um BDR, ele passa indiretamente a deter papéis da companhia com sede em outro país, sem que para isso tenha que realizar os trâmites de um investimento internacional.

O BDR funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir na Disney?

Para adquirir BDRs, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

  • Quer saber mais sobre como investir em BDRs ou outros ativos correlacionados ao mercado exterior? Preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentosentrará em contato.