Vendas no varejo recuam 1,7%, pior que a projeção, mas ainda acima do nível pré-pandemia

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Foto: Pixabay

O volume de vendas no varejo recuou 1,7% em junho ante maio, resultado pior do que a projeção de alta de 0,7%. A queda acontece após dois meses consecutivos de crescimento. Esta foi a maior retração do setor no ano e a segunda maior para um mês de junho da série histórica do IBGE, iniciada em 2000.

Ainda assim, o varejo está 2,6% acima do patamar pré-pandemia. Na comparação com junho de 2020, a alta é de 6,3%.

Simule seus investimentos com um especialista e confira as melhores opções de acordo com seu perfil

Cases da Bolsa

Aprenda análise fundamentalista de ações na prática, com maiores cases já criados na B3

Evolução do volume de vendas do comércio varejista, mensal e acumulado dos últimos 12 meses.

vendas no varejo

Fonte IBGE

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio e foram divulgados nesta quarta-feira (11).

Cinco das oito atividades investigadas pela pesquisa recuaram na passagem de maio para junho. A queda mais intensa foi do setor de tecidos, vestuário e calçados (-3,6%), que havia registrado aumentos em abril (16,3%) e maio (10,2%).

“Esta é uma atividade que ainda não teve recuperação frente ao patamar de fevereiro do ano passado”, diz o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,2%), e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5) também recuaram na passagem de maio para junho.

Já o setor de livros, jornais, revistas e papelaria cresceu 5% em junho. É o terceiro resultado positivo consecutivo dessa atividade.

Outras atividades que cresceram nessa comparação foram móveis e eletrodomésticos (1,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,4%).

Vendas no varejo recuam 2,3% no comércio varejista ampliado

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas recuou 2,3% em relação a maio.

A retração desconta parte do aumento de 3,2% registrado no mês anterior. Nessa comparação, veículos, motos, partes e peças variou -0,2% em junho, enquanto material de construção cresceu 1,9%.

18 unidades da federação têm queda nas vendas no varejo

Na passagem de maio para junho, o varejo teve retração em 18 das 27 unidades da Federação. Entre os destaques estão Amapá (-16,7%), Rio Grande do Sul (-5,1%) e Mato Grosso do Sul (-4,0%). Já entre os estados que tiveram crescimento destacam-se Ceará (2,5%), Espírito Santo (2,2%) e Pará (1,9%).

Frente a junho de 2020, o varejo registrou resultados positivos em 23 unidades da Federação. Os destaques, em termos de variação, foram Amapá (29,1%), Piauí (21,4%) e Acre (19,0%).