Tiê Lima, da Enjoei (ENJU3), é um dos convidados do Cases da Bolsa

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.

Crédito: Divulgação

Co-fundador e diretor-presidente do visionário projeto de e-commerce de usados Enjoei (ENJU3), Tiê Lima é um dos palestrantes do Cases da Bolsa, evento que ocorre no próximo dia 28, totalmente online e gratuito, no qual os investidores vão aprender a fazer análise fundamentalista das empresas. 

Ao lado da esposa, Ana Luiza McLaren, Tiê partiu do zero com um blog de roupas usadas e virou refrchegou a um capital avaliado pela bolsa em R$ 2 bilhões.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

O Enjoei nasceu em 2009, do sonho do casal, que já havia trabalhado em grandes e-commerces e desejava criar sua própria empresa. 

Saiba mais sobre essa história.

Tudo começou em um blog de desapego

Tiê Lima conta que tudo começou em um blog e, por não saber nada de programação, utilizou um template pronto da Locaweb (LWSA3).

“Eu enjoei de tudo isso aqui, cria um blog para colocar tudo à venda”, teria dito Ana Luiza ao marido. A partir daí foi montado um brechó online.

Ela escrevia sobre os produtos no blog e anunciava com os valores de venda. A comercialização se dava por mensagem de e-mail e envio de boleto. “Era a coisa mais manual possível, a pessoa mandava e-mail com o pedido, a gente enviava o boleto de pagamento. Mas as pessoas adoravam porque os produtos tinham histórias”, ele diz.

Enjoei atrai o olhar dos investidores

Até 2012 o negócio continuou assim. A partir de um investimento não muito alto, eles migraram do blog para uma plataforma, a fim de que mais pessoas pudessem vender seus produtos também, uma solicitação que recebiam com frequência.

Tiê pediu demissão de seu antigo emprego, para se dedicar com mais afinco ao negócio. A partir daí, Tiê Lima e Ana Luiza McLaren passaram a atrair o olhar de investidores interessados, justamente por ser um marketplace, plataforma aberta à comercialização por diversos vendedores.

O fundo brasileiro Monashees e o americano Bessemer e a gestora carioca Dynamo investiram juntos R$ 47 milhões no site.

Em novembro de 2020, aconteceu a oferta inicial de ações (IPO) da empresa, que levantou R$ 1,13 bilhão

Desde então, seus papéis subiram 35%. A plataforma fechou 2020 com 790 mil clientes ativos (que adquiriram algo da plataforma nos últimos 12 meses), enquanto a base de vendedores ativos ficou em 683 mil.

Enjoei em crescimento

O Enjoei almeja chegar a novos públicos e crescer investindo em anúncios fora da internet.

Um contrato de sociedade com o Grupo Globo foi firmado no final do ano passado, e a empresa decidiu destinar parte do investimento feito pela empresa de mídia (R$ 22 milhões) em verba publicitária para contratar uma agência e um diretor de comunicação que levará o recado da marca para TV, revista, rádios e jornais.

A parceria rendeu até um programa no canal GNT, chamado “Desengaveta”, e que contou com a participação da atriz Fernanda Paes Leme. Nele, peças que não eram mais usadas por celebridades eram “desapegadas” (Desapega é o slogan do Enjoei, para quem não sabe) e colocadas no site. Todo o dinheiro foi direcionado ao INCAvoluntário.

Novos modelos de venda

O Enjoei também vem buscando ampliar seu escopo de atuação.

O grande símbolo do movimento até aqui é o acordo firmado com a varejista C&A, anunciado em janeiro. Com o programa “Novo de novo”, a rede de lojas terá uma vitrine especial no Enjoei.

Além disso, para facilitar ainda mais a vida dos vendedores, o EnjuPRO é um serviço através do qual o usuário envia as peças que quer vender para o enjoei, que realiza a curadoria dos produtos, tira fotos, publica os anúncios e cuida da logística de entrega após a venda.

O EnjuBANK, mais uma novidade, é uma carteira virtual do Enjoei, cujos valores podem ser usados para compras no site ou para saque e que dão direito a bônus. Uma taxa de R$ 1,50 é cobrada para cada saque abaixo de R$ 200; a manutenção da conta custa R$ 9,99 mensais.