Suporte e resistência: conheça essa ferramenta da análise gráfica

Ronaldo Araújo
Ex-assessor de investimentos agora atuante no marketing digital; habilidades em produção de conteúdo, copywriting e gestão de tráfego pago, com proficiência no gerenciador de negócios do Facebook e campanhas no Google Ads.
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Crédito: Freepik

A análise técnica clássica tem na delineação de suporte e resistência um dos seus grandes pilares. Trata-se de uma prática simples e de grande eficiência, que já vem sendo usada há bastante tempo.

Neste artigo, vamos mostrar a você que boas técnicas de operação de mercado nunca são deixadas de lado. Esse é o caso dos suporte e resistências. No texto, você verá qual é o conceito de cada uma delas. Ao final, você terá clareza sobre o que são pivôs de alta e de baixa.

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Qual é a definição de suporte?

A análise grafista se ocupa de avaliar os preços e seu comportamento ao longo do tempo. Cada negociação é marcada no gráfico e servirá posteriormente (ou em tempo real no caso de operações daytrade) para estudos, a fim de que sejam definidas novas estratégias.

No processo de definição dos preços, existem determinadas regiões nas quais parece haver algum tipo de força que impede que o patamar seja ultrapassado. É claro que nenhum limite é intransponível. Mas as negociações deixam marcas em um gráfico que não são esquecidas com o passar do tempo.

Quando essa barreira de preços está abaixo da cotação do momento, dizemos que temos uma linha de suporte. Ele define uma espécie de “piso” para a cotação. Naquele patamar o mercado encontrará alguma relutância em realizar a ultrapassagem. O suporte indicará, portanto, o limite inferior onde há disputa entre a força compradora e a força vendedora.

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No entanto, nenhum suporte é intransponível. Como os preços estão em constante movimento, pode haver situações em que os ursos (força vendedora) estão pressionando o mercado com mais intensidade. Assim, o suporte pode ser vencido e tem-se o evento chamado de “perda de suporte”, quando os preços passam a ser praticados abaixo dessa linha.

O que é uma resistência?

A resistência representa o conceito inverso de um suporte. Dessa forma, o nível de preços superior que oferece impedimento para que a cotação não alcance valores maiores pode ser concebido como uma resistência.

Portanto, ela representa um tipo de “teto” no gráfico no qual a força vendedora apresenta mais contundência do que a força compradora. Isso pode ser entendido como o nível de preços no qual os compradores auferem seu ganho, pois eles se desfazem dos ativos para realizar lucro. Com o tempo, uma memória de preços é estabelecida nesse patamar.

Mas como era de se esperar, esse nível de mercado não é rígido ao ponto de ser insuperável. Quando a tendência de alta é muito forte e os touros estão ditando o passo do mercado, uma resistência tem seus preços superados e dizemos que houve um rompimento. 

Em termos de operação, os suportes e resistências oferecem oportunidades de fazer negócios investindo em um retorno de preços assim que os patamares são atingidos. Ou ainda, a estratégia pode se basear em rompimentos e perdas de limites. Quando este último acontece, dizemos que houve uma mudança de polaridade.

O que significam as mudanças de polaridade?

Perceba que tanto os suportes quanto as resistências são níveis de preços em um determinado gráfico e, como tal, eles não deixam de existir quando são superados. Mas o que acontece então se algum desses patamares forem rompidos?

Muito se diz no mercado que os preços têm memória. Isso quer dizer que, se um determinado limite de preços do gráfico for rompido, a cotação do ativo objeto passará a ser negociada além desse limite. Mas a memória dele permanecerá. É nesse momento que dizemos que houve uma mudança de polaridade.

Esse termo faz referência ao fato de que, se um suporte for perdido, ele se transforma em resistência automaticamente. Da mesma forma, caso a força compradora seja avassaladora e rompa uma resistência, ela passa a ser um suporte.

No final das contas tudo o que interessa é que em determinada faixa de preços existe um limite no qual as negociações se repetiram em um mesmo valor. Esse limite fica armazenado na memória do próprio ativo e ele será chamado de suporte ou resistência dependendo unicamente se a cotação está acima ou abaixo desse valor. 

O que importará será sempre o valor desse limite, pois ele define diferentes estratégias de negociação por parte do operador.

O que é e como interpretar a formação de um pivô?

Na análise gráfica clássica, existe um padrão de identificação de movimento de preços simples e bastante útil para os operadores. Trata-se dos pivôs de alta e de baixa. Eles são capazes de fornecer ótimas oportunidades de montagem de operações de tendência.

A formação se dá sempre em na reversão de uma tendência, revelando um movimento em sentido contrário. Quando o pivô é de alta, ele é caracterizado pela formação inicial de um fundo com posterior formação de topo. Em seguida, é necessário que o novo fundo formado seja mais alto que o fundo anterior.

Suporte e resistência

O pivô tem a sua consolidação realizada assim que o topo recém-formado é rompido, indicando o surgimento de uma nova tendência em sentido contrário. Para entender a formação de pivôs de baixa, basta que a movimentação de preços ocorra em sentido contrário. Daí, tem-se uma reversão de uma tendência altista para uma queda de preços.