SPE piora projeção de PIB para 2021 e 2022, mas ainda é mais otimista que mercado

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Imagem: Flickr/Anderson Riedel/PR

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, defendeu nesta quarta-feira (17) que as projeções do Ministério da Economia para a atividade econômica estavam corretas em 2019, 2020 e 2021. As estimativas, mesmo quando na contramão das estimativas feitas pelo mercado, reforçam a crença num desempenho melhor para 2022 que o calculado por economistas.

“Credibilidade se conquista e nós conquistamos a nossa”, disse ele, a respeito das contas feitas pela Secretaria de Política Econômica.

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A SPE reduziu a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 a 2,1%, de 2,5% antes. Entretanto, o patamar segue bem mais otimista que o avanço de 0,93% visto por agentes econômicos. Os dados são conforme o boletim Focus mais recente.

Em relação as estimativas de 2019 e 2020, a SPE divergiu do mercado e estava correta no fim do ano. Sachsida ressaltou que economistas diziam que Brasil não cresceria 3% em 2021, mas os números da SPE foram precisos. “A grande diferença é que SPE está com uma taxa de crescimento acima de mercado para 2022”, comentou.

De acordo com Sachsida, existe uma diferença fundamental na visão da SPE. No caso, é na expectativa de absorção de cerca de 5 milhões de novos trabalhadores no mercado de trabalho ao longo dos próximos 12 meses. Deste número, 3,4 milhões no estariam no setor informal.

“Força de retomada do mercado de trabalho nos parece suficiente para garantir crescimento superior a 2% no ano que vem”, afirmou ele. Ainda, ele falou que a qualidade do crescimento é mais importante do que o número em si.

Teto de gastos

Além de comentar sobre os números de crescimento, Sachsida disse que, com a regra do teto de gastos, a concessão de aumento salarial para servidores públicos demandará redução de alguma outra despesa.

Se houver reajuste aos servidores, ele diz que para dar aumento de salário preciso reduzir outras despesas. “São escolhas a serem feitas”, afirmou.

Conforme o secretário, a política econômica atual é baseada na consolidação fiscal e no aumento da produtividade. “A manutenção do teto de gastos é peça central na nossa política econômica”, disse. “A nossa política econômica está mantida, em momento algum abrimos mão do binômico (consolidação fiscal e aumento da produtividade).”

*Com Agência Reuters