SPE reduz estimativa para PIB em 5,1% em 2021, e 2,10% em 2022

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/BC

A Secretaria de Política Econômica (SPE) publicou nesta quarta-feira (17) seu Boletim Macrofiscal, com projeções para os principais indicadores para o país. O governo federal reduziu para 5,1% sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, ante 5,3% projetados no boletim anterior, de setembro.

Para 2022, a projeção foi cortada para 2,10%, ante 2,50% de setembro. A partir de 2023, a expectativa é de crescimento de 2,5% ao ano.

Segundo o boletim, “as projeções de crescimento para 2022 fundamentam-se em dados positivos do mercado de trabalho, que vem se recuperando da queda na pandemia, e no alto volume de investimento contratado para o ano que vem”.PIB

Reprodução/SPE

Estimativas do PIB contrastam com visão do mercado

A SPE mantendo a estimativa do PIB de 2022 acima dos 2% contrasta com a visão do mercado, captada pelo último Boletim Focus, que já aponta PIB a 0,93% no ano que vem.

O deste ano também: para o mercado, o PIB deve ser de 4,88%, ao passo que para a SPE, de 5,1%.

Inflação

A projeção para a inflação também foi revista pela SPE. A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2021 foi de 7,90% para 9,70% no novo boletim.

Para 2022, é de 4,70%, ante 3,75% anterior. Para 2023, 3,25%; e para 2024, 3%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve ficar em 10,04% neste ano, ante 8,40% da projeção anterior. Para 2022, a projeção é 4,25%, de 3,80% de setembro. O INPC é usado no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

PIB

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