Santander Brasil (SANB11) lucra R$ 3,858 bi no 4TRI20, alta de 1,2%

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Santander

O Santander Brasil (SANB11) reportou nesta quarta-feira (3) os resultados do quarto trimestre de 2020.

O lucro líquido societário totalizou R$ 3,858 bilhões, o que representa uma alta de 1,2% sobre o resultado do trimestre anterior.

Na comparação anual, o banco registrou queda de 5% no lucro, para R$ 13,469 bilhões.

Os ativos totais atingiram R$ 1 trilhão ao final de dezembro de 2020, crescimento de 16,9% em doze meses.

Em 31 de dezembro de 2020, o patrimônio líquido consolidado do Banco Santander apresentou aumento de 13,2% em comparação a um ano antes.

Receitas e despesas

As receitas de intermediação financeira do Santander somaram R$ 7,64 bilhões no quarto trimestre, queda de 64,9% ante o trimestre anterior.

No acumulado do ano, o banco registrou uma receita de 108,98 bilhões, alta de 31,7%.

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$18,464 bilhões no acumulado do ano, recuo de 1,2%.

Segundo o banco, a queda pode ser explicada, principalmente, pela menor receita de cartões e serviços adquirente.

As despesas gerais, incluindo depreciação e amortização sem ágio, totalizaram R$ 21,835 bilhões no acumulado do ano, 2,7% superiores ao mesmo período de 2019.

Na comparação trimestral, as despesas gerais registraram um aumento de 9,4%.

Crédito

A carteira de crédito total alcançou R$ 411,657 bilhões em dezembro, crescimento de 16,9% em doze meses.

“Praticamente todos os segmentos registraram variação positiva no ano, sendo os segmentos PMEs e Grandes Empresas, as variações mais expressivas, 35,5% e 24,6%, respectivamente”, destacou o banco.

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 510,96 bilhões, crescimento de 18,1% em doze meses.

Captação

As captações com clientes somaram R$ 455,75 bilhões no final de dezembro de 2020. Alta de 28,9% em doze meses.

Segundo o banco, esse desempenho é explicado, sobretudo, pela expressiva expansão de 43,7% em depósitos à vista, e pelo crescimento de 47,0% em depósito a prazo.

Inadimplência

O índice de inadimplência superior a 90 dias reduziu 0,9 p.p. no ano e atingiu 2,1% em dezembro de 2020, menor patamar já registrado.

“Esse movimento foi resultado da melhoria do índice dos segmentos PF e PJ que ainda são influenciados, em parte, pelo efeito das prorrogações de pagamentos oferecidas aos nossos clientes. Além disso, o mix de produtos, com menor participação dos rotativos, também contribui positivamente para o bom desempenho do índice de inadimplência”, disse o Santander.

Em três meses, o indicador ficou estável.

O índice de inadimplência de 15 a 90 dias atingiu 2,8% em dezembro de 2020, redução de 1,0 p.p. no ano em ambos segmentos.

No trimestre, o índice reduziu 0,3 p.p., beneficiado também pelo aumento da carteira de crédito no período.

A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa, líquida das receitas com recuperação de créditos baixados para prejuízo no exercício de 2020 foi de R$ 13,689 bilhões, aumento de 1,8% na base anual.

Confira os principais destaques do balanço do Santander Brasil (SANB11):

Fonte: Santander Brasil