Romero Rodrigues: conheça um dos fundadores do Buscapé

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
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Foto: Romero Rodrigues

Romero Rodrigues foi um dos fundadores do Buscapé, uma das primeiras startups brasileiras. Ao lado de outros dois colegas de faculdade, Romero deu início a um projeto inovador que, anos mais tarde, viria a ser vendido para o grupo sul-africano Naspers por mais de US$ 370 milhões.

Romero Rodrigues é um dos convidados do Day Touro, o evento que vai sacudir o Mercado Financeira, totalmente online e gratuito, no dia 5 de maio, comandado por Pablo Spyer.

A seguir, saiba mais sobre a história de Romero Rodrigues, ex-CEO da Buscapé Company e atual sócio-diretor da Redpoint eventures, gestora de venture capital que investe em startups na América Latina. Continue a leitura e confira!

Origem e formação de Romero Rodrigues

Romero Rodrigues nasceu em 1977 na cidade de São Paulo. Aos 18 anos, começou a cursar Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Durante a faculdade, trabalhava como estagiário no laboratório de pesquisa. Foi lá que conheceu os futuros sócios, os também estudantes Ronaldo Takahashi e Rodrigo Borges. Os três fundaram o Buscapé em 1999, época na qual a internet recém estava começando a ser utilizada no Brasil.

Buscapé: uma das primeiras startups brasileiras

O site de comparação de preços Buscapé foi uma ideia pioneira e, de certa forma, controversa para a época. Isso porque, naquela época, os varejistas não tinham o hábito de informarem seus preços aos consumidores. Ao contrário, muitos se negavam até mesmo a passar informações por telefone sobre seus produtos.

Embora contrariando as tendências da época, Romero e seus sócios conseguiram levantar recursos de investidores para colocar o site no ar. Ao perceberem a adesão do público e o volume de acessos, uma grande quantidade de varejistas começou a aderir ao Buscapé, e, em pouco tempo, o site se tornou referência no e-commerce brasileiro.

Nos anos seguintes, o Buscapé realizou mais de 15 aquisições, o que chamou a atenção do mercado e de potenciais investidores. Em 2009, dez anos após a sua fundação, o site foi vendido para o grupo sul-africano Nasper.

Mesmo depois da venda, Romero Rodrigues continuou sendo o CEO do Buscapé. No entanto, deixou o cargo em 2015, para se tornar sócio de um fundo de investimento em startups norte-americano. Segundo o empreendedor, a Buscapé Company (que, em 2015, já reunia 18 empresas) tinha mudado bastante a sua filosofia. Isso porque a controladora Nasper estava reorganizando as suas atividades mundialmente. Por isso, decidiu pela venda de algumas empresas do grupo.

O futuro do Buscapé

O que se viu nos anos seguintes foi exatamente isso. Em maio de 2019 o Buscapé foi comprado pelo concorrente Zoom, em uma transação cujos valores não foram revelados.

Com o passar dos anos, a operação do Buscapé foi ficando cada vez mais reduzida. No auge da atividade, a empresa chegou a ter 1.200 funcionários. No entanto, quando foi vendido, o total de colaboradores não chegava a 100. Prevendo o futuro da marca, Romero Romero Rodrigues toma a decisão de deixar o grupo em 2015 para se dedicar à Redpoint eventures

Redpoint eventures: uma investidora que já tem três unicórnios no portólio

A Redpoint eventures é uma venture capital que possui R$ 1,2 bilhão investidos em startups. A gestora investe nos três primeiros estágios das startups (capital-semente, incubadoras e aceleradoras). Atualmente, a empresa possui dois fundos e 48 startups no portfólio, sendo três delas unicórnios (empresas de tecnologia avaliadas em mais de US$ 1 bilhão).

Em 2015, uma parceria entre a Redpoint eventures e o Itaú deu origem ao Cubo, uma plataforma de inovação com o objetivo de aproximar startups de grandes corporações.

Nesse sentido, a parceria entre a Redpoint e o Itaú se mostrou bem sucedida. Isso porque, no final de 2020, o Cubo já tinha mais de 200 startups e 27 empresas mantenedoras.

Em relação ao Cubo, uma das características dessa parceria é o fato de não visar lucro. Ou seja, nem a Redpoint, nem o Itaú possuem qualquer direito sobre os resultados das startups que participam do projeto.

Atualmente, a Redpoint possui mais de 20 unidades de negócios na América Latina. Além de sócio, Romero Rodrigues também é gestor da empresa.

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