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Recorde de investidores: 53% da população aplica dinheiro; saiba quais são os produtos

Recorde de investidores: 53% da população aplica dinheiro; saiba quais são os produtos

Mais de metade da população brasileira aplicou seu dinheiro em produtos financeiros em 2020. Em relação a 2019, houve uma alta de 11 pontos percentuais de investidores em produtos financeiros no ano passado, alcançando 53%. É a primeira vez que essa opção ultrapassou a soma de todos os outros destinos dados para as economias.

Os dados são da quarta edição da pesquisa “Raio-X do Investidor Brasileiro”. Ela foi realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha.

A pesquisa mostra que os produtos financeiros foram o principal destino do dinheiro economizado pela população no ano passado. Assim, houve ganho de participação nas classes A e B, e estabilidade na classe C.

Confira abaixo onde as pessoas investiram em 2020

  • Aplicou em produtos financeiros: 53% (+ 11 p.p. em relação a 2019);
  • Guardou em casa/colchão: 7% (+ 2 p.p em relação a 2019);
  • Comprou terreno/imóvel/casa própria: 7%;
  • Pagou dívidas: 6% (+ 2 p.p. em relação a 2019);
  • Reformou/construiu uma casa /comprou material de construção: 5%.

Poupança perde espaço, mas ainda é a preferida

Também é a primeira vez que a caderneta de poupança perdeu espaço. Ela continua, no entanto, como o investimento preferido. É utilizada por 29% dos investidores, mas com uma queda de oito pontos percentuais em relação a 2019.

Os demais produtos financeiros tiveram alta em 2020, com destaque para títulos privados, que ganharam três pontos em relação ao ano anterior, passando a ser utilizados por 5% dos investidores.

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Os fundos também conquistaram mais adeptos no ano passado. Um total de 5% dos investidores indicaram o produto como destino para suas economias, frente a 3% no ano anterior.

O maior uso dos produtos financeiros foi liderado pelas classes A e B em 2020: 48% dos brasileiros da classe A escolheram produtos financeiros como destino para suas economias, universo que aumentou 20 pontos percentuais.

Entre os brasileiros da classe B, o crescimento foi de 8 pontos, passando de 21% para 29%. Na classe C, a preferência por produtos financeiros manteve-se em 13%.

O segundo destino preferido dos brasileiros para as suas economias em 2020 foi a compra da casa própria ou de terrenos, indicada por 7%, mesmo percentual que guardou o dinheiro em casa ou “no colchão”. Cresceu o número de pessoas que usou as economias para pagar dívidas: 6% dos que economizaram usaram o dinheiro para essa finalidade, frente a 4% em 2019.

Investidores querem maiores retornos e segurança

A pesquisa também identifica o que motiva a escolha dos produtos financeiros como destino para as economias.

O retorno lidera as menções, com 38% da preferência, seguido da segurança/confiança (28%).

A facilidade/comodidade foi citada como motivação por 21% dos entrevistados que investem ou pretendem investir em produtos financeiros.

Entre os produtos percebidos como de maior retorno, foram citadas as moedas estrangeiras (78%), ações e planos de previdência privada (ambos com 71%), moedas digitais (58%), fundos de investimento (57%), títulos públicos (51%) e privados (50%).

A poupança perde nas menções quanto a retorno. Mas é mais bem avaliada nos quesitos facilidade, comodidade e segurança/confiança.

Conhecimento do brasileiro sobre os produtos financeiros aumentou

Cresceu o conhecimento do brasileiro em relação aos principais produtos financeiros disponíveis no mercado. O aumento foi registrado tanto nas respostas espontâneas (quando não são dadas alternativas) como nas estimuladas (quando é oferecida uma lista de opções ao entrevistado).

Confira abaixo:

Raio-X Anbima

A caderneta de poupança mantém a liderança nos dois casos, alcançando um índice de 89% de conhecimento geral. A taxa indica estabilidade em relação aos anos anteriores.

Em contrapartida, houve aumento significativo nas citações espontâneas de outros produtos em relação a 2019.

Em 2020, o conhecimento quanto a ações (21%) subiu 9 pontos percentuais. Já os títulos privados aumentou 6 pontos e títulos públicos e fundos de investimentos ganharam 4 pontos na escala de conhecimento espontâneo.

Assim, pela primeira vez, o conhecimento geral em relação a ações rompeu os 80%, ficando em 82%, sete pontos abaixo da poupança.

Na sequência, o produto financeiro mais conhecido dos brasileiros é a previdência privada (com índice de conhecimento de 73%), acompanhada de ouro (71%) e de moedas estrangeiras (70%).

Os fundos de investimentos tornaram-se mais conhecidos, com índice de conhecimento geral de 64%, o maior nos quatro anos da pesquisa. Em média, cada entrevistado informou conhecer 7,7 tipos de investimentos em 2020. Ou seja, valor praticamente em linha com os 7,6 registrados no ano anterior.

Raio-X Anbima

Expectativa dos investidores para 2021

A pesquisa da Anbima indica crescimento na intenção de migrar para produtos não financeiros em 2021.

É o que mostra o saldo entre investidores e não investidores quando questionados em quais produtos pretendem investir ou continuar investindo em 2021.

Entre os investidores, que compõem 40% da amostra total, 26% dizem querer continuar investindo em produtos financeiros. O percentual corresponde a um universo de 27 milhões de pessoas.

Outros 9% não pretendem investir em 2021 e 4% indicam migração para produtos não financeiros.

Em contrapartida, 10% dos não investidores (em torno de 11 milhões) pretendem investir no mercado financeiro.

No final das contas, o saldo para produtos financeiros é negativo em 3%, o que equivale a cerca de menos 3 milhões de pessoas investindo em produtos financeiros.Raio-X Anbima

Reserva de emergência é prioridade

Em 2020, pela primeira vez, manter o dinheiro aplicado para situações de emergência como intenção de uso assumiu a primeira colocação (27%), com aumento de 10 pontos percentuais em relação a 2019 (17%).

O dado aponta o crescimento da consciência sobre guardar dinheiro como garantia de segurança financeira. Também pela primeira vez a intenção de investir em imóveis caiu. Ocupa o segundo lugar com 26%, ou 9 pontos a menos do que em 2019 (35%).

Onde os investidores buscam por informações

A conversa presencial com o gerente ou assessor de investimento continua na liderança quando o assunto é a busca de informações para decidir sobre o melhor destino para as economias: 41% dos investidores indicaram a preferência por esse meio.

Os sites de notícias e os amigos e parentes também são opções relevantes, com 18% e 15% de preferência.

Os meios digitais ganharam espaço na hora de fazer investimento. Em 2020, pela primeira vez, o aplicativo do banco foi a solução mais utilizada. Assim, ultrapassou a ida presencial à instituição, que liderava nos dois anos anteriores.

O uso do aplicativo mais do que dobrou em 2020. Passou de 30% para 62% da preferência como meio para uma aplicação financeira.

Porém, a visita presencial à agência caiu de 71% em 2019 para 55% um ano depois.

Todas as outras formas de investimento a distância também apresentaram crescimento significativo, como site do banco ou corretora e por telefone.

Raio-X Anbima Investidores

Não investidores: por que não investem?

A principal alegação daqueles que ainda não investem é a falta de recursos. Ela foi mencionada por 74% das pessoas que não guardam dinheiro de jeito nenhum, mesmo índice de 2019.

Desses, a falta de dinheiro e os salários baixos são a justificativa para 55% (contra 56% em 2019). Já o desemprego ou a subsistência por meio de “bicos” foi apontada por 8% (11% em 2019).

A pandemia foi espontaneamente mencionada por uma parcela dos não investidores. Um total de 9% indicaram a crise sanitária como motivo para não fazer nenhum tipo de investimento.

Já o percentual dos que se sentiram inseguros ou com medo da instabilidade econômica passou de 4% em 2019 para 6% em 2020. Ou seja, movimento idêntico ao verificado entre as pessoas que alegaram falta de conhecimento para investir.

Assim, entre os não investidores caiu ainda mais a pretensão de fazer alguma aplicação financeira: 54% indicaram o desejo de fazer algum tipo de investimento em 2021, percentual inferior aos 59% que manifestavam intenção de investir em 2019.

Em contrapartida, aumentou de 41% para 46% a parcela de não investidores que não pretendem fazer qualquer tipo de aplicação em 2021.

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