Raízen (RAIZ4) estreia na B3 (B3SA3) em alta, mas perde força e opera em queda

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
1

Crédito: Raízen /Divulgação

A Raízen (RAIZ4), joint venture entre Shell e Cosan (CSAN3), estreou na B3 (B3SA3) nesta quinta-feira (5) com volatilidade. Após abrir o pregão com alta de 1,35%, a R$ 7,50, os papéis perderam a força e entraram no campo negativo. Às 12h25, os ativos caíam 0,13%, a R$ 7,39.

A companhia precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel. O IPO movimentou R$ 6,9 bilhões, sendo o maior do ano na Bolsa brasileira. O preço ficou no piso da faixa estimada, que ia até R$ 9,60.

Simule seus investimentos com um especialista e confira as melhores opções de acordo com seu perfil

De acordo com a Raízen (RAIZ4), os recursos captados na oferta serão utilizados para a expansão da produção de produtos renováveis. Desta forma, 80% serão utilizados para a construção de novas plantas e ampliação da sua capacidade de comercialização.

Conforme a Raízen, o restante será divididos entre investimentos em eficiência e produtividade dos parques de bioenergia e em infraestrutura de armazenagem e logística. Ou seja, a empresa conseguirá manter o aumento esperado no volume comercializado de renováveis e açúcar.

No total, 12 bancos coordenaram a oferta que foi exclusivamente primária. Os participantes foram BTG Pactual, Citi, Bank of America, Credit Suisse, Bradesco BBI, JPMorgan, Santander Brasil, XP Investimentos, HSBC, Safra e Scotiabank.

Sobre a Raízen (RAIZ4)

Criado a partir de uma joint venture entre Cosan (50%) e Shell (50%), o Grupo Raízen, que tem receita bilionária, pode ter seu IPO figurando entre os maiores da história do Brasil.

Líder mundial em açúcar e etanol de cana-de-açúcar, a Raízen Energia e suas controladas têm como atividade principal a produção, trading e comércio de açúcar, etanol e pellets. Inclusive, por meio das controladas no exterior. Portanto, com a cogeração de energia por meio do bagaço de cana-de-açúcar em suas 26 usinas localizadas na região Centro-Sul do Brasil e por negócios de trading de energia elétrica.

A empresa foi constituída em junho de 2011, incorporando ativos e a visão no mercado de biocombustíveis e energia renovável tanto da Cosan quanto da Shell.

A Cosan na época já estava posicionada como a maior e mais reconhecida produtora de biocombustíveis e de açúcar do país. Havia adquirido em 2008 os ativos de distribuição de combustíveis da ExxonMobil no país. Já a Shell possuía ampla rede e infraestrutura de distribuição de combustíveis. É a marca de energia nº 1, amplamente reconhecida nos mercados de atuação. Além disso, possuí tecnologias proprietárias inovando na produção de biocombustíveis celulósicos.

Nos dez anos de existência, o Grupo Raízen se consolidou entre as maiores companhias do Brasil. Além disso, com escala global em seus ramos de atuação, fomenta uma cultura baseada no “empreendedorismo, meritocracia e no foco em resultados”.

Cases da Bolsa

Aprenda análise fundamentalista de ações na prática, com maiores cases já criados na B3