Quero-Quero (LJQQ3) lucra R$ 30,1 mi no 3TRI, alta de 125,6%

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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A Quero-Quero (LJQQ3) reportou um lucro líquido de R$ 30,1 milhões no terceiro trimestre de 2020.

No mesmo período do ano anterior, a varejista havia registrado lucro de R$ 13,3 milhões.

No acumulado de 2020, o lucro líquido da Quero-Quero é de R$ 33 milhões, alta de 132,6% na base anual.

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O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 7,6 milhões no terceiro trimestre de 2020. Em comparação a um ano antes, a queda foi de 47,3%.

As despesas operacionais totalizaram o montante de R$ 136,4 milhões, crescendo 30,1% no trimestre.

Já as vendas mesmas lojas (SSS) apresentaram um desempenho crescente, avançando 35,4% no período.

Receita avança 30,5%

A receita operacional líquida atingiu R$ 455,2 milhões, alta de 30,5% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

No acumulado do ano, a receita líquida atingiu R$ 1,19 bilhão, incremento de 17,4% sobre a receita operacional de 2019.

“O desempenho de vendas se mostrou muito superior aos níveis verificados pré-pandemia, com crescimento de 46,4% na receita (RBLD) da atividade de Varejo”, destacou a Companhia.

O lucro bruto avançou 36,3% no trimestre, ao mesmo tempo a margem bruta foi de 42%.

Ebitda da Quero-Quero salta 63%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 58,7 milhões.

Os números refletem uma alta de 63% sobre o mesmo trimestre do ano anterior, com Ebitda de R$ 36,1 milhões.

A margem Ebitda alcançou 12,9% no trimestre. Uma ano antes era de 10,37%.

Caixa e Endividamento 

Em 30 de setembro de 2020, a dívida líquida ajustada da Companhia foi de R$ 159,2 milhões, representando caixa líquido.

Durante o trimestre, a oferta primária de ações resultou em uma injeção de caixa de R$ 264,6 milhões para a Quero-Quero.

Alteração acionária da Quero-Quero

Na última quarta-feira, 11, a acionista Absoluto Partners Gestão de Recursos, informou que possui uma fatia acionária da varejista superior a 5%.

No entanto, a Absoluto declarou que a participação adquirida não tem o objetivo de alterar a composição do controle ou da estrutura administrativa da Quero-Quero.