Poupança tem rentabilidade negativa de 4,16% nos últimos 12 meses

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Apesar do início do ciclo de alta da Selic na última reunião do Copom do Banco Central, a poupança continua sendo um dos piores investimentos.

Isso porque a remuneração da caderneta está pagando 1,925% ao ano, mais Taxa Referencial.

De acordo com dados da Economática, a rentabilidade da poupança em 12 meses até 31 de março de 2021 descontada a inflação medida pelo IPCA é de -4,16%.

Ou seja, o poupador perdeu 4,16% de poder aquisitivo caso tenha colocado seus recursos na poupança em 31 de março de 2020.

Assim, o mês de março é o sétimo mês consecutivo de perda anual da poupança. Isso justifica os saques recordes observados neste começo de ano.

Saques recordes

Os saques da poupança em março bateram um recorde para o mês nos últimos quatro anos, conforme o Banco Central.

De acordo com a instituição, a saída líquida de R$ 3,524 bilhões entre os dias 1 e 31 do mês passado foi a maior registrada desde 2017, quando R$ 4,996 bilhões deixaram a aplicação.

O valor foi alcançado porque os saques somaram R$ 321,174 bilhões, enquanto os depósitos ficaram em R$ 317,650 bilhões no período.

Pior do que ter registrado a maior retirada para um mês de março desde 2017, os números apontaram que, desde a virada para 2021, os saques têm superado os depósitos na aplicação.

Em janeiro, a retirada foi de 18 bilhões, enquanto em fevereiro somou R$ 5,8 bilhões.

Onde investir?

Com a Selic ainda na casa dos 2%-3%, quem busca rentabilidade ainda deve focar na renda variável.

A renda fixa segue sendo indicada para a reserva de emergência e para o investidor altamente conservador, que realmente só quer proteger o dinheiro e não está muito preocupado com o retorno.

Mas, se só o fato de pensar em ações já tira o seu sono, saiba que é possível ser conservador até mesmo na renda variável.

Para os mais conservadores, que não possuem familiaridade com a bolsa, há as opções dos fundos de ações, os fundos atrelados a índices (ETFs) e os Fundos Imobiliários.