Pnad: taxa de desemprego recua para 14,6%, mas fica abaixo da projeção do mercado

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 14,6%% no trimestre até maio, ante 14,7% do trimestre fechado em abril. A projeção do mercado era por resultado melhor: 14,5%.

Essa taxa é a segunda maior da série histórica, iniciada em 2012 pelo IBGE.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.

Pnad: Pessoas com 14 anos ou mais, desocupadas na semana de referência

Pnad

Reprodução/IBGE

Aumenta número de trabalhadores por conta própria

A população na força de trabalho, que inclui as pessoas ocupadas e desocupadas, cresceu 1,2 milhão, puxada pelo contingente de ocupados (86,7 milhões), que subiu em 809 mil, um aumento de 0,9%, na comparação com o trimestre anterior.

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explica que essa expansão da ocupação reflete o avanço de 3% dos trabalhadores por conta própria, única categoria profissional que cresceu no período.

“Esses trabalhadores estão sendo absorvidos por atividades dos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que cresceu 3,9%, o único avanço entre as atividades no trimestre até maio”, diz a analista.

Já na comparação com o trimestre fechado em maio do ano passado, a força de trabalho cresceu 2,9% (ou 2,9 milhões), porém, influenciada, principalmente, pelo aumento da população desocupada (2,1 milhões).

“Muitas pessoas interromperam a procura por trabalho no trimestre de março a maio do ano passado por conta das restrições, já que muitas atividades econômicas foram paralisadas para conter a pandemia. Isso fez a procura por trabalho diminuir. Um ano depois, com a flexibilidade, essas pessoas voltaram a pressionar o mercado”, explica.

Pnad: trabalho com carteira assinada fica estável

A pesquisa mostra que no trimestre até maio, o trabalho com carteira assinada no setor privado ficou estável (29,8 milhões). Já na comparação anual houve uma redução de 4,2% ou menos 1,3 milhão de pessoas.

A categoria dos trabalhadores domésticos foi estimada em 5 milhões de pessoas, ficando estável nas duas comparações. O mesmo aconteceu com os empregados do setor público (12,0 milhões).

Os empregados no setor privado sem carteira também ficaram estáveis (9,8 milhões). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, porém, foi registrada um crescimento de 6,4%, com mais 586 mil pessoas.

Os empregadores (3,7 milhões) apresentaram estabilidade em relação ao trimestre anterior. Já a categoria com CNPJ registrou o menor nível da série (3,1 milhões). Frente ao mesmo trimestre do ano passado, houve uma redução de menos 311 mil empregadores.

Pnad: informalidade continua abaixo do patamar pré-pandemia

A taxa de informalidade foi de 40% no trimestre até em maio, o que equivale a 34,7 milhões de pessoas.

No trimestre anterior, a taxa foi de 39,6%, com 34 milhões de informais. Beringuy observa que há um ano esse contingente era menor, 32,3 milhões e uma taxa de 37,6%.

Os informais são os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração.

Por tudo isso, o nível de ocupação (48,9%) continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Rendimento médio é de R$ 2.547

A pesquisa mostra ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 2.547 no trimestre fechado em maio, ficando estável em relação ao anterior.

Pnad: dado contrasta com Caged

Ontem, o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) revelou a criação de 309,114 mil novas vagas de emprego com carteira assinada no Brasil em junho. O resultado foi superior à projeção de 150 mil novas vagas. Comparativamente, em maio, foram criadas 280,6 mil vagas.

Estude e compare seus investimentos em FIIs

Acesse esse material especial para avaliar resultados, performance e dividendos dos melhores FIIs no mercado