Pnad: taxa de desemprego sobe a 14,4%, mas fica abaixo da projeção do mercado

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/IBGE

A taxa de desemprego no Brasil foi de 14,2% para 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro. Mesmo com o aumento, ficou abaixo da projeção do mercado, que era de 14,5%.

Na comparação com igual trimestre do ano passado, a alta é de 2,7 pontos percentuais – na ocasião, a taxa era de 11,6%.

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As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (30) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número de desempregados no país é estimado em 14,4 milhões, número recorde para a série histórica iniciada em 2012.

A alta é de 2,9%, ou de mais 400 mil pessoas desocupadas frente ao trimestre anterior (setembro a novembro de 2020), ocasião em que a desocupação foi estimada em 14 milhões de pessoas.

Segundo a pesquisadora Adriana Beringuy, embora haja estabilidade na taxa de ocupação, é possível notar uma pressão maior com 14,4 milhões de pessoas procurando trabalho.

“Não houve, nesse trimestre, uma geração significativa de postos de trabalho. O que também foi observado na estabilidade de todas as atividades econômicas, muitas ainda retendo trabalhadores, mas outras já apontando um processo de dispensa. Isso foi constatado no comércio, na indústria e em alojamentos e alimentação. O trimestre volta a repetir a preponderância do trabalho informal”, ela afirma.

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Pnad

Reprodução/IBGE

 

Mais dados da pesquisa:

  • Em um ano de pandemia, 7,8 milhões de postos de trabalho fechados.
  • A população desocupada (14,4 milhões de pessoas) é recorde da série histórica iniciada em 2012, crescendo 2,9% (mais 400 mil pessoas desocupadas) ante o trimestre de setembro a novembro de 2020 (14,0 milhões de pessoas) e subindo 16,9% (mais 2,1 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre móvel do ano anterior (12,3 milhões de pessoas).
  • A população ocupada (85,9 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior e caiu 8,3%, (menos 7,8 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.
  • O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) chegou a 48,6%, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior (48,6%) e recuando 5,9 pontos porcentuais em relação a igual trimestre do ano anterior (54,5%).
  • A taxa composta de subutilização (29,2%) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior (29,0%) e subiu 5,7 pontos porcentuais frente ao mesmo trimestre de 2020 (23,5%).
  • A população subutilizada (32,6 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior e cresceu 21,9% (mais 5,9 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2020.
  • A população fora da força de trabalho (76,4 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 15,9% (10,5 milhões de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.
  • A população desalentada (6 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior e crescendo 26,8% ante o mesmo período de 2020.
  • O percentual de desalentados na força de trabalho (5,6%) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior e subiu 1,4 ponto porcentual ante o mesmo período de 2020 (4,2%).
  • O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 29,7 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 11,7% (menos 3,9 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.
  • O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e reduziu 15,9%, menos 1,8 milhão de pessoas frente a igual trimestre de 2020.
  • O número de trabalhadores por conta própria (23,7 milhões) teve alta de 3,1% frente ao trimestre móvel anterior (mais 716 mil de pessoas) e caiu 3,4% ante o mesmo período de 2020 (menos 824 mil pessoas).
  • A categoria dos trabalhadores domésticos  (4,9 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior, mas recuou 21% (-1,3 milhão de pessoas) ante o mesmo período de 2020.
  • A taxa de informalidade foi de 39,6% da população ocupada, ou 34 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 39,1% e no mesmo trimestre de 2020, 40,6%.
  • O rendimento real habitual (R$ 2.520) caiu 2,5% frente ao trimestre móvel anterior e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2020.