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Petrobras (PETR4) reafirma política de preços, após Bolsonaro falar em “previsibilidade” de reajustes

Petrobras (PETR4) reafirma política de preços, após Bolsonaro falar em “previsibilidade” de reajustes

A Petrobras (PETR4) divulgou nota reafirmando sua política de preços. O comunicado saiu após o Bolsonaro defender “previsibilidade” nos reajustes.. 

A Petrobras (PETR4) divulgou nota neste sábado (29) à noite reafirmando sua política de preços. O comunicado saiu após o presidente Jair Bolsonaro defender, na sexta (28), “previsibilidade” no reajuste do preço dos combustíveis.

Bolsonaro declarou a apoiadores que a estatal, presidida pelo general Joaquim Silva e Luna, indicado por ele, está concluindo estudos que tratam sobre uma fórmula que assegure “previsibilidade aos reajustes dos combustíveis”.

O presidente afirmou que não se trata de ingerência na empresa. Contudo, completou: “Troquei o comando da Petrobras e no início isso foi um escândalo. Mas é para interferir mesmo, eu sou o presidente. Tenho que manter todo mundo empregado?”

Petrobras diz que sempre monitora o mercado

Na nota a Petrobras ponderou: “Conforme já informado na última conferência com analistas e investidores sobre os resultados do primeiro trimestre de 2021, em 14 de maio de 2021, a companhia diz que, na busca de executar sua política de preços monitora, permanentemente o mercado.”

Bolsonaro ainda falou sobre a queda do preço dos combustíveis: “Tem uma fórmula automática lá que varia de acordo com o preço do petróleo lá fora e o valor do dólar aqui dentro. Se é para reajustar desta maneira, pode botar um qualquer lá na Petrobras, é só seguir a fórmula? Alguém que saiba somar e subtrair, nem precisa nem saber multiplicar e dividir.”

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A estatal prossegue no comunicado: “A partir de uma percepção de realinhamento de patamar, seja de câmbio, seja de cotações internacionais de petróleo e derivados, realiza reajustes de preço. Os estudos e monitoramentos elaborados pelas áreas técnicas de comercialização da Petrobras suportam a tomada de decisão e a proposição de reajustes de preço, sendo observado permanentemente o ambiente de negócios e o comportamento dos seus competidores, visando um posicionamento competitivo adequado.”

Em março, Bolsonaro anunciou, dia 21, a demissão do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, e nomeou para o cargo o general Joaquim Silva e Luna, que estava na direção de Itaipu.

As ações da Petrobras (PETR3 PETR4) fecharam no dia seguinte em queda de 20,48%, para R$ 21,55, e 21,51%, a R$ 21,45, respectivamente.