Petrobras (PETR4): Cade aprova a venda da RLAM por US$ 1,65 bilhão

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda pela Petrobras (PETR4) da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. A empresa compradora é a MCBrazil Downstream Participações, do fundo de investimento árabe Mubadala Capital. O valor da negociação chegou a US$ 1,65 bilhão (cerca de R$ 8,37 bi). A decisão do Cade foi publicada pelo Diário Oficial da União nesta quarta (9).

O contrato com a empresa dos Emirados Árabes Unidos, que atua no Brasil desde 2011, incluí o parque de refino e seus ativos logísticos. e foi assinado em 24 de março deste ano. A Petrobras concluíra em fevereiro último as negociações para vender a refinaria baiana.

Após o fechamento, a Petrobras continuará apoiando a Mubadala Capital nas operações da RLAM durante um período de transição.

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“Isso acontecerá sob um acordo de prestação de serviços, evitando qualquer interrupção operacional. A Petrobras e a Mubadala Capital reafirmam o compromisso estrito com a segurança operacional na RLAM em todas as fases da operação”, comunicava em março  a companhia.

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A RLAM

A RLAM será a primeira entre as oito que estão em processo de venda a ter o contrato assinado.

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A refinaria está situada em São Francisco do Conde, município da região metropolitana de Salvador (fica a pouco mais de 60 quilômetros da capital).

A RLAM possui capacidade de processamento de 333 mil barris por dia – o que representa 14% da capacidade total de refino de petróleo do Brasil).

Seus ativos incluem quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos que interligam a refinaria e os terminais, totalizando 669 quilômetros de extensão.

O processo de desinvestimento da RLAM teve início em maio de 2019.

A compradora

Segundo detalha a Petrobras, a Mubadala Capital é o braço de gestão de ativos da Mubadala Investment Company PJSC, que opera seis negócios integrados, incluindo private equity, public equity, venture capital e crédito, além de uma plataforma de investimentos focada no Brasil e algumas parcerias de investimento soberano.

“Os seus diversos negócios investem globalmente em toda a estrutura de capital de títulos públicos e privados, seja diretamente ou por meio de fundos administrados por terceiros”, disse a nota da Petrobras.

“Além de administrar seus próprios investimentos, a Mubadala Capital faz a gestão de capital de terceiros em nome de investidores institucionais em quatro de seus negócios, incluindo três fundos de private equity, dois fundos de venture capital em estágio inicial, um fundo público e diversos veículos de co-investimento no Brasil”, completou.

Petrobras vai vender mais sete refinarias

Além da RLAM, os processos de desinvestimento das outras sete refinarias seguem em andamento.

“O projeto de desinvestimento da RLAM foi aprovado em todas as instâncias da governança corporativa da Petrobras”, informou a empresa.

Petrobras informa sobre venda de gasodutos Rota 1, 2 e 3

A Petrobras esclareceu em nota, nesta quarta, que é inverídica a informação de que foi definido o modelo de venda dos gasodutos das Rotas 1, 2 e 3 e tampouco os percentuais a serem vendidos pela companhia. A nota foi divulgada após notícia veiculada sobre o desinvestimento destes ativos.

“A Petrobras, no âmbito de sua gestão ativa de portfólio, já iniciou estudos para desinvestimento destes gasodutos, que fazem parte da carteira de ativos à venda pela companhia, conforme divulgado no Plano Estratégico 2021-2025”, afirma a estatal.