Quatro processos foram abertos na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para apurar possíveis irregularidades na Petrobras (PETR3; PETR4).
As medidas foram tomadas, de acordo com reportagem de O Globo, após a crise gerada na estatal com a intervenção feita pelo presidente Jair Bolsonaro para trocar o presidente da Petrobras como tentativa de contenção do preço da gasolina no país.
Um dos procedimentos vai analisar a fala do presidente, que havia afirmado que “algo vai acontecer” na estatal após a Petrobras reajustar os preços em 19 de fevereiro. O processo foi aberto em 20 de fevereiro. Ele vai investigar “o cumprimento dos deveres de divulgação de informações pelos acionistas controladores, administradores e demais pessoas relacionadas à Petrobras”.
Outro dois processos estão relacionados à mudança no comando da Petrobras.
CVM apura conduta
Em um deles, aberto em 23 de fevereiro, a CVM deve investigar a conduta da União no caso envolvendo a divulgação de notícias sobre a destituição do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.
Em 1º de março, o órgão de controle abriu o terceiro procedimento contra a Petrobras para verificar “o enquadramento do currículo do General Silva e Luna aos requisitos previstos na Lei das Estatais, para sua investidura no cargo de presidente da companhia”.
O último e quarto processo começou em 2 de março. Ele “trata da análise de indícios de eventual prática do ilícito de uso de informação privilegiada nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2021”.
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