Money Week: CEO da Vulcabras já foi piloto de Formula 3

Giovanna Castro
Jornalista formada pela UNESP.

Crédito: Aos 21 anos, Pedro Bartelli abandonou uma promissora carreira no automobilismo para se dedicar ao empreendedorismo -Foto: Reprodução/ Instagram

Pedro Bartelle, CEO da Vulcabras Azallea (VULC3), uma das maiores empresas de calçados do mundo, é uma das presenças confirmadas na próxima edição da Money Week. O evento, totalmente online e gratuito, acontece de 23 a 27 de novembro.

Nascido em Farroupilha, Pedro foi piloto profissional durante sua infância e juventude, chegando a ser bicampeão brasileiro de Fórmula 3. Mas, aos 21 anos, decidiu mudar completamente seu plano de carreira. Fundou uma cadeia de lojas próprias que revendiam a marca Reebok. Era uma tentativa de começar um negócio próprio, sem se envolver com a empresa da família, a Vulcabras.

O atual CEO da companhia é filho de Pedro Grendene, que fundou a Grendene em 1971 ao lado de seu irmão gêmeo, Alexandre. Em 1988, Pedro Grendene comprou a Vulcabras e passou a tocar fabricante de calçados, mantendo uma participação acionária no negócio do irmão.

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Embora o plano inicial de Pedro Bartelle fora das pistas fosse empreender sozinho, sua revenda da Reebok acabou sendo incorporada pela Vulcabras. Com a mudança, ele passou a trabalhar na área de marketing da empresa da família. Depois, assumiu o marketing global do grupo.

Em 2015, Pedro Bartelle se tornou CEO da Vulcabras, cargo que ocupa até hoje. A promoção veio depois de uma grande reestruturação na empresa, que se recuperava de um momento delicado. Na época, a companhia precisou demitir 30 mil dos 45 mil funcionários. Além de fechar 22 fábricas e vender a unidade da Argentina.

A Vulcabras de Pedro Bartelle

Recentemente, a Vulcabras Azalleia decidiu repassar a marca Azalleia para a Grandene , da qual Pedro Bartelle também é acionista. Isso porque a marca decidiu focar apenas no segmento de calçados esportivos.

“Há tempos a Vulcabras vem investindo no esporte. Com as aquisições da Under Armour e agora da Mizuno fica com um portfólio de marcas bastante completo, que terá dedicação total das suas modernas fábricas e do seu Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, o maior da América Latina”, disse Bartelle à CNN.

Dona das marcas Olympikus e da japonesa Mizuno, recém adquirida, a empresa brasileira possui escritório em São Paulo, centros administrativos e fábricas em Jundiaí (SP), Horizonte (CE) e Itapetinga (BA). Além disso, também tem filiais no exterior.

Em entrevista à Forbes Brasil, o CEO contou que negociou diretamente com o fundador da empresa norte-americana Under Armour, Kevin Plank, as operações da marca no Brasil. Como resultado, a Vulcabras tem hoje uma parceria com a marca para produzir tênis específicos para o mercado brasileiro.

Além das parcerias internacionais e reposicionamento de marca, focando no mercado esportivo, Pedro também liderou um processo de otimização da empresa. Aliás, com a marca Olympikus, hoje a companhia está à frente de concorrentes importantes dentro do mercado brasileiro. Entre elas, Nike, Adidas e Asics, apontou a Forbes.

E para o executivo, o que está por trás desse sucesso certamente é uma estratégia que une agilidade na produção e na reposição de estoques, tecnologia aparente nos calçados esportivos, preços mais acessíveis e uso de cerca de 80% de matéria-prima nacional.

Segundo Bartelle, a Vulcabras consegue colocar um produto nas gôndolas em apenas três meses, contra seis meses dos concorrentes internacionais.