Orçamento 2021: impasse pode recriar Ministério do Planejamento

Paulo Amaral
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Crédito: Isac Nóbrega/PR

A celeuma criada em torno do Orçamento 2021 pode fazer com que o governo recrie o antigo Ministério do Planejamento, atualmente sob a aba da pasta Economia.

De acordo com informações do blog da Ana Flor, do portal G1, a ideia é que o antigo ministério, que existiu até 2018, tire das mãos do time comandado por Paulo Guedes os temas orçamentários.

O presidente Jair Bolsonaro teria ouvido, em reunião recente no Planalto, que a centralização de tarefas na área econômica não foi uma ideia muito boa.

Fiscal x Política: divisão sobre o Orçamento

De acordo com o blog, a confusão em torno da aprovação do Orçamento 2021 dividiu o governo entre a área fiscal e a política.

Enquanto os integrantes da ala fiscal focam em reduzir o endividamento, o outro time tenta buscar meios para ampliar projetos e emendas dentro do Congresso, mas por meio do Orçamento.

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Bolsonaro vem afirmando, segundo interlocutores, que confia no ministro da Economia, Paulo Guedes, não pedirá sua saída, mas pode avaliar uma separação da área orçamentária em um novo ministério.

No centro da discussão entre os dois times estão justamente as muitas emendas parlamentares e seus altos valores.

A pressão para estourar o teto de gastos gerou críticas à Secretaria da Fazenda, tanto que Arthur Lira, presidente da Câmara, teria pedido novos cálculos às assessorias da própria Casa.

De acordo com o blog, uma nota técnica da Secretaria Especial da Previdência, responsável por reavaliar gastos com aposentadorias e benefícios, reduziu em R$ 10 bilhões o que consta na peça orçamentária atual.

Bolsonaro terá que decidir se vai agraciar a área política e seus aliados, talvez de olho em 2022, mas teme incorrer a crimes de irregularidades, as famosas “pedaladas” que derrubaram Dilma Rousseff.

As cenas dos próximos capítulos deverão ser determinantes para que o Orçamento 2021 possa, finalmente, ser colocado em prática pelo presidente da República.