Operações compromissadas: O que são?

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.

O mercado financeiro é repleto de oportunidades para quem deseja investir e ganhar mais dinheiro. Dentre os produtos que são comercializados nesse meio, alguns se destacam como o CDB, as LCIs e os fundos de investimento.

Contudo, alguma vez na vida, você já ouviu falar em operações compromissadas?

Se sua resposta foi não, então não deixe de ler este artigo até o final, pois nele você irá conhecer em detalhes esse produto, que costuma oferecer boas oportunidades com alta rentabilidade e baixo risco.

O que é uma operação compromissada?

Sabe aquelas promoções que têm se tornado bastante comuns em concessionárias de veículos, na qual você compra um carro e a concessionária se compromete a comprá-lo de volta depois de um tempo?

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By choreograph.

As operações compromissadas funcionam de uma forma bem similar a isso, entretanto, essa recompra envolve ativos financeiros, tais como títulos públicos.

Assim, quando um banco ou outro tipo de instituição financeira vende títulos de renda fixa a seus investidores, com a promessa de comprá-los de volta após um certo prazo, está realizando a chamada operação compromissada.

Quando isso acontece, o vendedor assume o compromisso de recomprar aquele título, mas o comprador também assume o compromisso de vender esse título à instituição na data acordada entre as partes.

Ou seja, uma operação compromissada envolve a venda temporária de um título de renda fixa a alguém, que deverá vendê-lo ao término do prazo combinado.

Você deve ter se perguntado qual a razão de os bancos e as demais instituições financeiras fazerem esse tipo de operação, não é mesmo?!

Bem, por agora, podemos dizer que há várias razões para isso acontecer, mas vamos explicar com mais detalhes no próximo tópico.

Qual a razão da existência dessas operações?

Quando um banco precisa captar recursos, pode fazer isso por meio do chamado redesconto, ou seja, que é pedir um empréstimo ao Banco Central ou pode recorrer a outras opções como abrir o seu capital na Bolsa de Valores ou emitir títulos de dívida, os famosos Certificados de Depósito Bancário (CDB).

Crédito da imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

Essa última opção é a mais utilizada, em regra, pelos bancos de menor porte, pois é mais fácil encontrar investidores dispostos a investir nesses títulos, principalmente se oferecerem uma boa rentabilidade.

O grande problema é que, ao emitir um CDB, a instituição precisará pagar juros ao investidor, que geralmente são altos. Assim, uma opção com menor custo e que também permite captar recursos é assumir uma operação compromissada.

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Por esse motivo, o banco coloca à venda algum título que lhe pertence e assume o compromisso de recomprá-lo em uma data predeterminada.

Vale lembrar que não são todos os títulos de renda fixa que podem ser utilizados para operações compromissadas. Os principais são:

  • Títulos públicos;
  • CDBs;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI);
  • Letras Hipotecárias; e
  • Debêntures.

Como funciona uma operação compromissada

Agora que você já sabe o que são as operações compromissadas, chega a hora de falarmos de como elas funcionam.

De uma maneira resumida, elas são compostas de duas partes distintas, sendo a primeira chamada de operação de ida (quando a instituição faz a venda do título a um investidor) e a outra é a operação de volta, que é a recompra desse título.

Nesse tipo de operação, a remuneração pode ser de dois tipos: prefixada e pós-fixada. Normalmente, essa remuneração é a mesma do título que investidor estiver comprando temporariamente, mas as partes também podem combinar uma remuneração diferente.

Também no momento da compra, as partes definem quando haverá a recompra desses títulos, que pode ser na data de seu vencimento, em data posterior a seu vencimento ou, até mesmo, no dia seguinte.

Para que uma instituição financeira possa vender esses títulos, ela deve ser previamente habilitada para a realização de operações compromissadas. Além disso, deve seguir as regras previstas na Resolução n. 3.339/2006, do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Já o comprador pode ser qualquer pessoa física, jurídica ou mesmo uma outra instituição financeira que tenha interesse em adquirir esses títulos.

Posso investir em operações compromissadas?

Sim! As operações compromissadas são investimentos acessíveis às pessoas físicas e jurídicas, logo, você pode encontrar uma série de oportunidades nesse mercado.

No geral, esse tipo de investimento é bastante procurado por pessoas que têm um perfil mais conservador, principalmente por conta da segurança que ele oferece.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By amenic181.

Além disso, outra vantagem delas é que não há a incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre essa transação, o que aumenta um pouco mais o seu lucro.

Vale lembrar que as aplicações podem envolver taxas prefixadas e pós-fixadas, logo, os tipos de operações possíveis são:

Compromissada específica: é aquela em que o investidor sabe previamente qual é o título envolvido, sendo a taxa prefixada;

Compromissada dirigida: o investidor sabe previamente qual é o título envolvido, mas a taxa é pós-fixada;

Compromissada genérica: é aquela em que o investidor somente saberá qual é o título envolvido após a operação ser realizada e a taxa será prefixada.

Também existem as operações compromissadas migração Selic/Bolsa ou Bolsa/Selic. Nelas, a operação de ida é liquidada com base na Selic ou na Bolsa de Valores. Assim, a operação de volta será liquida por aquela que não realizou a operação de ida.

As operações compromissadas são garantidas pelo FGC?

Se você se interessou em investir em operações compromissadas, mas não tem certeza se esse é um investimento seguro, aqui vai uma dica: apesar de não contar com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), esse é um tipo de investimento muito seguro.

Isso porque a garantia das operações compromissadas é o próprio título que está sendo negociado pelo banco ou instituição financeira. Assim, o risco desse tipo de aplicação é mínimo.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By ivankmit,

Assim, se você busca segurança na hora de investir ou tem um perfil de investidor mais conservador, as operações compromissadas são uma boa opção de investimento.

Além disso, elas também podem ser uma ótima alternativa para quem busca diversificar os seus investimentos com aplicações de renda fixa.

Quero investir: por onde começo?

O primeiro passo para qualquer investidor é conhecer qual é o seu perfil. Para isso, você pode fazer um teste de perfil de investidor aqui na EuQueroInvestir.

O resultado desse teste mostrará o quanto você é tolerante ao risco e isso o classificará como conservador, moderado ou arrojado.

Pessoas com perfil mais conservador são aquelas que buscam segurança e, portanto, não aceitam correr riscos, mesmo que isso implique em uma menor rentabilidade das aplicações.

As pessoas com perfil arrojado são aquelas que não se importam em correr riscos, desde que o retorno seja compatível com o risco que se corre.

Já os moderados são o meio termo entre os dois primeiros, pois aceitam correr algum risco, mas ainda preferem manter boa parte de seu patrimônio em operações mais seguras.

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By Prostock-studio.

O próximo passo é escolher uma corretora de investimentos, que é a instituição responsável por oferecer os melhores investimentos e gerenciar as suas aplicações.

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Considerações finais

Ao longo deste artigo, você percebeu que as operações compromissadas podem ser uma opção lucrativa para os bancos e instituições financeiras no momento de captar dinheiro no mercado.

Mas elas também podem ser uma ótima opção para você, que está em busca de investimentos seguros e que permitam diversificar a sua carteira.

No entanto, vale lembrar que o mercado também está repleto de outras oportunidades, às vezes bem melhores do que as operações compromissadas.

Por isso, a recomendação é sempre que você busque o auxílio de um profissional da área, como um assessor de investimentos, pois essa é a pessoa certa para analisar, com base em seu perfil e em seus objetivos, quais são os investimentos que devem compor a sua carteira.

Para finalizar, recomendamos a leitura dos artigos abaixo, pois são um verdadeiro guia para investidores iniciantes e para aqueles que desejam se aprofundar no assunto:

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