Oncoclínicas (ONCO3): líder de tratamento de câncer faz IPO nesta terça

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
1

Crédito: Divulgação

Líder no tratamento de câncer na América Latina, a Oncoclínicas (ONCO3) deve estrear na Bolsa de Valores em 10 de agosto.

A empresa já precificou suas ações e pode levar cerca de R$ 3,5 bilhões com a oferta.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

A companhia da área da saúde entra no competitivo mercado de capital aberto, que reúne outras gigantes do setor como Rede D’or (RDOR3), Fleury (FLRY3), Hapvida (HAPV3), NotreDame (GNDI3) e SulAmérica (SULA11).

Vamos conhecer melhor a empresa?

Sobre a Oncoclínicas (ONCO3)

A empresa iniciou suas atividades em 2010, com uma unidade em Belo Horizonte, o Oncocentro Oncologia Clínica e Medicina Interna de Minas Gerais S.A.

Desde então, passou por um processo de expansão com o propósito de se tornar referência em tratamentos oncológicos em todas as regiões em que atua.

O Conselho de Administração é presidido pelo fundador e médico, Dr. Bruno Ferrari.

A Oncoclínicas afirma ser o maior prestador no mercado de oncologia clínica privada do Brasil em termos de receita, contando com 69 unidades, incluindo clínicas, laboratórios de genômica, anatomia patológica e centros integrados de tratamento de câncer, estrategicamente localizadas em 20 cidades no Brasil.

A empresa tem, ainda, uma operação nos Estados Unidos, onde estão concentradas as atividades de bioinformática.

Números e estrutura da empresa

No ano passado a empresa realizou aproximadamente 313 mil procedimentos oncológicos, o que representa mais de 2x a quantidade de procedimentos de 2016. Foram mais de 1 milhão de consultas, por meio de mais de 1.000 médicos especialistas com ênfase em oncologia com atuação dedicada em nossas unidades.

Além disso, o grupo conta com mais de 120 especialistas clínicos como nutricionistas, estomatologistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, fonoaudilogos, psicólogos, enfermeiras navegadoras e de estudos clínicos e assistentes sociais.

Desde a constituição, a empresa passou de uma para 69 unidades, por meio de crescimento orgânico e de aquisições de ativos relevantes nos setores de oncologia, hematologia e radioterapia no Brasil.

No Brasil, as atividades se concentram atualmente em 20 cidades, localizadas em 10 estados e no Distrito Federal, atendendo parcela relevante dos beneficiários de planos de saúde privados no Brasil. Nos Estados Unidos, está instalado o laboratório de bioinformática, responsável pelas ferramentas que utilizamos para leitura do DNA e RNA e uso de inteligência artificial para interpretação de resultados

Planilha de Ativos

Um dos principais exercícios para a compra de uma ação é saber se ela está cara ou barata. Para isso, preparamos um material especial para ajudá-lo nesta análise.

Oncoclínicas

Sobre o modelo de negócios

A empresa afirma ser líder no mercado brasileiro de oncologia clínica privada.

A Oncoclínicas busca liderar a transformação do tratamento oncológico no Brasil por meio do foco na visão holística do paciente, buscando garantir a melhor experiência de tratamento individualizado e multidisciplinar em uma cadeia oncológica integrada, desde a prevenção, passando pelo diagnóstico e tratamentos específicos, até os cuidados continuados.

A meta é se tornar uma referência mundial no tratamento de pacientes com câncer e em pesquisas oncológicas, aliando um corpo clínico qualificado a avançadas terapias e tecnologias, bem como de elevar o nível de atendimento oncológico no Brasil ao mais alto padrão mundial, incluindo protocolos clínicos internacionais e tecnologias de ponta.

A Oncoclínicas adquiriu 13 novas clínicas entre 2016-2019. Em 2020, foram adquiridas 4 novas unidades.

“Acreditamos ter condições de integrar novos negócios de maneira ágil, eficiente e rentável, com custos marginais mínimos e célere aproveitamento de importantes economias de escala e sinergias, o que contribui para incrementar a sua lucratividade e manter níveis adequados de alavancagem”, diz a empresa em seu prospeto preliminar.

A companhia oferece diversos modelos de relacionamento às operadoras de saúde e hospitais, desde modelos tradicionais de prestação de serviço até modelos inovadores como pré-aprovação de protocolos antes do tratamento, por meio dos quais as operadoras podem se beneficiar da oferta de serviços oncológicos de qualidade, aliado a um custo competitivo e previsível.

Para a Oncoclínicas, os benefícios de tais modelos inovadores estão refletidos no volume garantido de atendimentos e tratamentos, o que contribui para a consistência dos resultados financeiros e operacionais.

Para as operadoras de saúde, há uma solução one-stop-shop, que permite maior previsibilidade e entendimento do serviço prestado e serviços eficientes – baixos níveis de desperdício e necessidade de procedimentos complementares.

Dados econômico-financeiros

A Oncoclínicas registrou lucro de R$ 16,2 milhões de 2018, R$ 19,0 milhões em 2019 e um prejuízo de R$ 125 milhões no ano passado.

Já o Ebitda ajustado passou de R$ 137 milhões (2018) para R$ 225 milhões (2019) e R$ 312 milhões (2020). A margem Ebitda ajustada ficou em 15,36% no ano passado.

A receita líquida da Oncoclínicas cresceu de R$ 1,0 bilhão em 2018 para R$ 2,0 bilhões em 2020.

Oncoclínicas

Pontos fortes da empresa

  • Liderança no mercado de atuação e histórico de crescimento acelerado e contínuo.
  • Sólida performance operacional e financeira da Oncoclínicas com comprovado histórico de aquisições e integração de negócios.
  • Excelência em serviços de saúde, com utilização das mais avançadas técnicas e tecnologias médicas disponíveis, sendo referência na prática de oncologia de precisão.
  • Forte cultura em pesquisa, ensino e colaboração técnica.
  • Administração com experiência comprovada e histórico de sucesso.

Estratégias de crescimento da Oncoclínicas

  • Aproveitar atrativas oportunidades de crescimento e expansão geográfica por meio de aquisições estratégicas.
  • Continuar a crescer organicamente aproveitando o estreito relacionamento com a comunidade médica e operadoras de planos privados de assistência à saúde.
  • Continuar realizando investimentos estratégicos para a ampliação da oferta de serviços complementares.
  • Desenvolver e potencializar a extração de valor da transformação digital.
  • Continuar oferecendo atendimento de qualidade e personalizado.

Principais fatores de risco

  • A extensão da pandemia, a percepção de seus efeitos, ou a forma pela qual tal pandemia impactará os negócios da Oncoclínicas depende de desenvolvimentos futuros, que são altamente incertos e imprevisíveis, podendo resultar em um efeito adverso relevante em seus negócios, condição financeira, resultados das operações e fluxos de caixa e, finalmente, sua capacidade de continuar operando seus negócios.
  • A estratégia de crescimento da companhia depende, em parte, de suas aquisições. A companhia pode não ser capaz de continuar adquirindo clínicas ou outras unidades que atendam aos seus objetivos. Além disso, qualquer aquisição, consolidação ou alienação que a Companhia concluir pode afetar seus resultados operacionais, índice de alavancagem (debt-to-capital ratio) e despesas de capital, dentre outros aspectos, e, caso os negócios adquiridos apresentem passivos, pode sujeitá-la a graves consequências que podem afetar material e adversamente seus negócios.
  • Decisões desfavoráveis à empresa, suas controladas e/ou seus administradores em procedimentos judiciais, administrativos ou arbitrais podem afetá-la negativamente.
  • Alterações nas listas de preços que servem de referência aos preços que a Oncoclínicas negocia com operadoras de planos privados de assistência à saúde e a imposição de restrições à companhia para livremente negociar preços com empresas farmacêuticas podem reduzir sua receita.
  • A companhia pode enfrentar situações de potencial conflito de interesses em transações com partes relacionadas.

Sobre o IPO

A Oncoclínicas fez o pedido de IPO à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em junho deste ano.

A empresa deve estrear no Novo Mercado da B3 em 10 de agosto, com o código ONCO3.

A oferta será primária (quando os recursos vão para o caixa da empresa) e secundária (quando acionistas vendem parte de suas ações).

A companhia definiu a faixa indicativa de preço por ação entre R$ 22,21 e R$ 30,29.

Assim, o IPO da Oncoclínicas pode levantar R$ 3,54 bilhões, se levarmos em conta o valor médio da faixa indicativa de preço (R$ 26,25). A oferta-base contempla 135,1 milhões de ações. A precificação será em 6 de agosto.

Há ainda lotes adicionais de 27 milhões de papéis e suplementar de 20,3 milhões.

A empresa vai usar os recursos para investir em: expansão inorgânica (aquisições futuras), expansão inorgânica (aquisições em andamento), expansão orgânica (projetos de investimento) e capital de giro.

Os fundos de investimento Josephina, do Goldman Sachs, que possuem mais de 90% da Oncoclínicas, vão vender uma fatia no negócio na oferta secundária.

Coordenam a oferta Goldman Sachs, Itaú BBA, Citi, UBS-BB, Santander (SANB11) e JPMorgan.

(Por Felipe Alves)