Oi (OIBR3): BTG (BPAC11) e Globenet arrematam 57,9% da Infraco, por R$ 12,9 bi

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

O Banco BTG (BPAC11) e a Globenet arremataram em conjunto 57,9% da subsidiária de fibra ótica da Oi (OIBR3), InfraCo.

A participação na empresa foi vendida por R$ 12,9 bilhões. Serão desembolsados R$ 9,786 bilhões para aquisição de ações da InfraCo e capitalização de R$ 3,137 bilhões na unidade de negócios em um prazo de até 90 dias.

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O leilão da Oi (OIBR3) para a venda de parte de sua subsidiária aconteceu nesta quarta-feira (7).

O certame foi conduzido pela Sétima Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de recuperação judicial da Oi (OIBR3).

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A operadora recebeu somente a proposta do BTG Pactual (BPAC11) em conjunto com a Globenet.

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A Oi ficará como minoritária da InfraCo e também será a principal cliente: é sobre essa rede que a tele vai vender seus produtos. Mas a InfraCo também poderá vender sua capacidade para outras teles.

A transação agora dependerá de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Último grande leilão da Oi (OIBR3)

O certame de hoje foi último grande leilão de ativos da Oi (OIBR3), que já se desfez de torres, data centers e rede móvel, movimentando quase R$ 20 bilhões, conforme o plano de recuperação judicial aprovado pelos credores em 2020.

Os recursos levantados estão sendo destinados para o pagamento de dívidas e sustentar investimento no que restou das operações.

Ainda resta a rede de TV por assinatura, mas esse é um negócio de apenas R$ 20 milhões, bem menor em relação aos anteriores.

Tim (TIMS3), Telefônica (VIVT4) e Claro compram ativos móveis da Oi (OIBR3)

Em dezembro do ano passado, Oi (OIBR3) confirmou a venda de ativos móveis para o consórcio formado pela Tim (TIMS3), Telefônica (VIVT4) e Claro por R$ 16,5 bilhões.

A Tim desembolsou o maior valor, R$ 7,3 bi (44% do total), pela transação que adquiriu a operação de telefonia móvel da Oi.

A Telefônica pagou R$ 5,5 bi (33% do montante) e a Claro, R$ 3,7 bilhões (22%).

Oi vendeu torres por quase R$ 1 bi

A Oi (OIBR3 OIBR4) vendeu ativos que incluem torres operacionais e data centers num leilão realizado no final de novembro.

A Highline do Brasil, controlada pelo fundo americano Digital Colony, foi declarada vencedora ao arrematar as torres de telefonia móvel por um lance que totalizou R$ 1,067 bi.

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