Petrobras (PETR4): Luna e Silva promete reduzir volatilidade dos preços dos combustíveis

Paulo Amaral
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Joaquim Luna e Silva, novo presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), tomou posse nesta segunda-feira (19) com uma promessa.

Segundo o executivo, a principal prioridade será reduzir a volatilidade dos preços dos combustíveis, “sem desrespeitar a paridade internacional e conciliar os interesses de consumidores e acionistas”.

A agenda também inclui a redução da dívida da estatal e um maior investimento em pesquisa e desenvolvimento dentro da Petrobras, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico.

“O desafio é garantir o maior retorno ao capital empregado, sustentado em ativos de óleo e gás de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas. Queremos fazer tudo isso conciliando interesses de consumidores e acionistas”, afirmou, segundo o Valor.

Nova diretoria da Petrobras

Além de Luna e Silva, que disse que os que devem chegar precisam ouvir mais e falar menos, também tomaram posso novos diretores e membros do conselho.

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Cláudio Mastella (logística e comercialização), Fernando Borges (exploração e produção), João Henrique Rittershaussen (desenvolvimento da produção) e Rodrigo Araújo (financeiro), além de Rodrigo Costa Lima e Silva (refino e gás), foram os pratas da casa prestigiados pelo novo presidente para formar a nova diretoria.

Eles se juntarão a nomes remanescentes da época de Roberto Castello Branco, como Roberto Ardenghy (relacionamento institucional e sustentabilidade) e Nicolás Simone (transformação digital e inovação), além de Salvador Dahan (governança e conformidade), ex-Nissan.

Eduardo Bacellar, presidente do Conselho, destacou que o novo presidente mostrou estar comprometido com a meritocracia.

Impacto na Bolsa

A posse do novo presidente da Petrobras mexeu diretamente na bolsa de valores.

As ações da empresa tiveram alta a partir das 11h20, coincidindo com o discurso de posse de Luna e Silva, e chegaram a aumentar em mais de 4%, tanto no campo dos ordinários quanto no dos preferenciais. Agora estão

Petrobras, que já disparava pela manhã, amplia a escalada neste meio de tarde (PN, +6,5%, e ON, 5,5%), comprando o discurso de posse do novo presidente da companhia, general Joaquim Silva e Luna.

O mercado gostou de ouvir a promessa de que a volatilidade dos preços dos combustíveis será reduzida, “sem prejudicar a paridade internacional” e que a governança corporativa impede “riscos de aventuras e empresta segurança aos acionistas”. O salto das ações da estatal ajuda a sustentar o Ibovespa em alta moderada de 0,39%, aos 121.592 pontos, com giro de R$ 42,5 bilhões, inflado pelo exercício das opções, decidido na primeira parte dos negócios. No câmbio, o dólar cai 0,47%, a R$ 5,5580, à espera da solução oficial para o Orçamento. Nos bastidores, a saída negociada pelo governo tira da meta fiscal os gastos com o Bem, Pronampe e saúd

“Credibilidade não é fruto de percepção momentânea, é somatório de longa coerência de atitudes. Numa mudança há sempre expressivo estoque de especulações e extrativas. É natural, particularmente nesses tempos de tantos conflitos de narrativas”, disparou o novo presidente.

“Seus desafios serão fazer a Petrobras cada vez mais forte, trabalhando com visão de futuro, segurança e meio ambiente”’, acrescentou.

Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, afirmou, durante a posse, que o governo está motivado a trabalhar para que o país possa contar com uma Petrobras cada vez mais forte.

“A Petrobras vem cumprindo compromissos com o Cade que são fundamentais para a abertura do mercado de gás. Continuaremos a promover melhorias para o setor de óleo e gás em conjunto com a Petrobras”.