Multilaser (MLAS3) estreia na B3 (B3SA3) com forte alta

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação/Multilaser

As ações da Multilaser (MLAS3) estrearam na B3 (B3SA3) em forte alta. Às 11h36 desta quinta-feira (22) os papéis subiam 13,78%, a R$ 12,63.

A precificação, que ocorreu no início da semana, foi decidida em R$ 11,10 por ação. Abertura da oferta inicial envolveu a venda de 198.160.223 ações, movimentando R$ 2,2 bilhões. Cerca de R$ 1,9 bilhão correspondem à oferta base do montante.

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Como a operação envolve apenas a venda de ações novas, os recursos devem ir para o caixa da companhia, que pretende usá-los para reforçar o caixa, pagar dívidas e fazer aquisições.

A Multilaser afirma deter 65% do mercado de pendrives, 39% dos cartões de memória no país e fabrica também smartphones, notebooks e acessórios de computador e para esportes e saúde, além de equipamentos de áudio e vídeo, segurança eletrônica e brinquedos, entre outros.

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Os coordenadores do IPO foram Itaú BBA, a XP, o BofA e o UBS-BB e o Safra.

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Sobre a Multilaser (MLAS3)

A Multilaser acredita ser uma das mais diversificadas companhias de bens de consumo do Brasil devido à amplitude de seu portfólio com mais de 5000 produtos diferentes (SKUs) e ampla capacidade de distribuição nacional.

A empresa atua no desenvolvimento, fabricação, distribuição, venda e pós-venda de diversos produtos em diferentes áreas como tablets, smartphones, notebooks, pen drives, chips de memória, acessórios de informática, eletroportáteis, casa conectada, utensílios domésticos, ferramentas, acessórios e equipamentos esportivos, entre outros.

Em 2020, o faturamento da companhia foi de cerca de R$ 3 bilhões, com crescimento de aproximadamente 27% no ano.

A Multilaser protocolou em maio de 2021 o pedido de IPO à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Em 2018 a empresa já havia tentado entrar na Bolsa de Valores, mas desistiu por conta do cenário econômico adverso.

Da primeira vez, a empresa faria apenas uma oferta secundária, com os sócios vendendo partes do negócio. Mas, agora, o IPO deverá ser de oferta primária, quando os recursos vão para o bolsa da empresa.

Os recursos do IPO serão usados para reforço de caixa, amortização e liquidação de dívidas que totalizam R$ 871,6 milhões. A empresa deve destinar 15% a potenciais aquisições.

Os principais acionistas da Multilaser são Alexandre Ostrowiecki, com 50,05%; o fundo Dragon Gem, com 35,64%; Edward James Feder, com 7,82%; e André Poroger, com 4,84%.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.