Money Week: como a transformação digital impacta os investimentos?

Karin Barros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução Money Week

Quais são as tendências no setor de tecnologia que podem mudar o mercado? Como analisar empresas na hora de investir levando-se em conta a transformação digital?

Para tratar desses temas, participaram da Money Week nesta quarta-feira (25) duas executivas que estão na linha de frente da importantes empresas do setor tecnológico. O painel contou com a presença (virtual) de Gisselle Lanza, diretora geral da Intel Brasil, e de Tamaris Parreira, diretora para América Latina da Medallia.

Elas comentaram sobre as mudanças que já estão em curso nas empresas, e que foram fortemente aceleradas pela pandemia. Mas também deram dicas do que vem pela frente e que promete ser ainda mais transformador. Os negócios precisarão aprender a lidar com uma “explosão de dados”. O 5G será um facilitador nesse processo, assim como a Inteligência Artificial.

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Já temos a máquina aprendendo com nossas buscas na internet, por exemplo. A Inteligência Artificial vai capturar essas informações e fazer propostas em cima desses dados. Ela vem para traduzir em escala vários comportamentos semelhantes e apontar um caminho para aquela demanda“, explica Tamaris. “Tudo o que é em escala será muito afetado pela Inteligência Artificial.

Nesse sentido, as grandes companhias de tecnologia, como Google e Facebook, servem de inspiração para negócios de todos os setores. “Como elas promovem inovação? Capturando informação do cliente e transformando isso em produto e serviço. A resposta da inovação vem dos clientes e não da empresa“, complementa Gisselle.

Como avaliar uma empresa?

Diferentes empresas e setores estão em fases distintas da transformação digital. Como saber se aquela companhia está em investindo em tecnologia de modo que não fique pelo caminho nas próximas décadas?

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Quando se trata de uma empresa de capital aberto, os relatórios podem ser um bom termômetro, diz Tamaris. “Se uma empresa está criando uma planta de produção é importante saber que tipo de tecnologia ela vai adotar para conectá-la aos seus clientes. De que forma ela está fazendo isso?

Ao fazer essa análise, diz a executiva, também é preciso levar em conta que “o que trouxe essa empresa até aqui não vai levá-la para onde ela precisa ir no futuro“.

Gisselle ressaltou também a necessidade de observar a postura dos líderes daquela organização e da cultura empresarial. “As lideranças precisam estar comprometidas com a responsabilidade corporativa, com a diversidade“, disse. “Não adianta colocar muita tecnologia se a mentalidade das pessoas à frente das empresas não acompanhar.

Outra pista de que o negócio já caminha para uma transformação digital são as parcerias com grandes companhias de tecnologia, como Intel, Oracle, Microsoft.

 Maiores desafios à digitalização 

Os desafios das empresas na era digital são inúmeros. Entre eles, Tamaris destaca a fato de a tecnologia ainda não ser palatável, compreensível para o público em geral.  “Ela precisa ser intuitiva. Tem que traduzir para o usuário uma maneira fácil e rápida de adoção, e assim ganhamos em escala. É preciso olhar que tipo de adoção de tecnologia tem sido feito na sua empresa, porque isso é um componente fundamental”, comenta Tamaris Parreira.

Gisselle Lanza pontuou como desafios a cultura organizacional e o medo dos funcionários em implementar novas tecnologias.

A jornada da digitalização precisa de talentos específicos, nem sempre eles estão dentro de ‘casa’. Precisamos de uma mentalidade ágil e colaborar com o ecossistema. A gestão precisa acreditar nessa transformação digital do negócio. Não é um desafio necessariamente do Brasil, mas do mercado”, diz.

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