Money Week: diretora da Intel é referência em TI no País

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
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Crédito: Divulgação

Gisselle Lanza é considerada uma das mulheres mais influentes do País quando o assunto é tecnologia da informação. A diretora geral da Intel Brasil (ITLC34) é uma das palestrantes da  Money Week, principal evento de Investimentos da América Latina, totalmente online e gratuito, que será realizado no fim de novembro.

O posto de destaque que ocupa hoje não lhe foi entregue de bandeja. Gisselle tem mais de 25 anos de experiência no mercado, dentro e fora do Brasil, com  passagens por países como México e Argentina.

Acostumada a cargos de liderança, a executiva já trabalhou como diretora de vendas ao consumidor e de marketing. Além disso, exerceu funções ligadas diretamente à tecnologia da informação.

BDRs, Day Trade, Unicórnios e novos IPOs.

Hoje é dia de insights para investir em 2021.

O segredo do sucesso – ou pelo menos um deles -, Gisselle Lanza contou em entrevista recente ao canal do YouTube Channel 360º.

“Eu gosto de ouvir. Gosto de consultar as pessoas em que confio, pessoas do meu entorno. Mas, tipicamente, também ouço essa voz interior, que me fala a partir da experiência. Quando faço isso, tomo minha decisão”.

As decisões acertadas de Gisselle Lanza a colocaram em posição de destaque. Primeiro, como diretora de Varejo e Consumo e, desde novembro do ano passado, como diretora geral da Intel Brasil.

O importante, segundo a executiva, é ter em mente exatamente onde você quer chegar. “Para isso, é importante ter na mente que você não é definido pelos seus fracassos e muito menos pelas suas conquistas, você é definido pelo trabalho e pela maneira como encara os desafios”, disse certa vez.

Vida empresarial é como uma maratona

Apaixonada por corridas de rua, Gisselle Lanza costuma comparar as dificuldades enfrentadas na vida empresarial com uma maratona.

Em um artigo escrito para o Linkedin, a executiva contou a história de Kathrine Switzer, primeira mulher a correr a Maratona de Boston, em 1967. E afirmou que, até hoje, as mulheres enfrentam verdadeiras maratonas para conseguir direitos iguais na política e no trabalho.

“Ainda hoje, dos 190 chefes de Estado com participação na ONU, apenas 9 são mulheres. A participação feminina na política se resume a 13% no geral. No topo das empresas pelo mundo, elas são somente 16%. Quando saem da faculdade, em igualdade de condições com os rapazes, só 7% delas negociam os próprios salários, contra 57% entre os homens”, pontuou.

“Sim, é uma maratona. E as mulheres ainda precisam treinar a conquistar seu espaço. Ter que se fazer presente em reuniões importantes, insistir nas perguntas até que respostas satisfatórias sejam dadas. Participar das conversas que podem gerar mudanças são alguns dos esforços que nós precisamos realizar todos os dias para garantir nosso espaço”.

Respeito às diferenças

Gisselle Lanza também lidera o Comitê de Diversidade e Inclusão. O grupo tem como objetivo promover um ambiente capaz de estimular ao máximo o potencial das pessoas envolvidas nos projetos.

“Meu propósito é contribuir cada vez mais e retribuir para a sociedade. Temos um pilar muito forte baseado na diversidade e na inclusão, e queremos criar esse ambiente de respeito às diferenças, até como parte de um processo de inovação”, explicou.

As mulheres na TI

Uma pequena parte da diversidade defendida amplamente e aplicada por Gisselle Lanza é a inclusão de um número cada vez maior de mulheres no setor de tecnologia.

“Comecei logo cedo a trabalhar em empresas de tecnologia e, em mais de 20 anos na Intel, tive muitas oportunidades de fazer coisas diferentes”.

No ano passado, a executiva participou de um projeto junto à ONG PrograMaria. Essa organização tem o objetivo de “empoderar mulheres através da tecnologia, diminuindo o GAP de gênero no mercado de trabalho”.

A parceria com a ONG foi citada com orgulho por Gisselle. “O objetivo da parceria a PrograMaria, foi o de estimular e ajudar mais mulheres a entrar nesse mundo de tecnologia”, comentou.

“A gente está colaborando através de experiências, de troca de histórias e workshops. No final do dia, mais do que uma ação, é uma troca de experiências muito interessante”, concluiu.