Money Week: Felipe Massa na versão empreendedor e investidor

Paulo Amaral
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Crédito: Getty Images

Ícone da Fórmula 1 e mundialmente reconhecido pelo que fez nas pistas, o ex-piloto Felipe Massa será uma das atrações da próxima edição da Money Week, no fim de novembro. O evento é totalmente gratuito e online.

Aos 39 anos, Felipe Massa pode ter se aposentado das pistas, mas continua na ativa, como empreendedor e investidor.

“O dinheiro tem sempre que andar para cima”, disse,  em 2016,  antes de trocar a F-1 pela Fórmula E, categoria pela qual também já se aposentou.

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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  • Neste artigo contamos mais sobre a trajetória de Felipe Massa, e sua experiência como empresário. Confira e não deixe de acompanhá-lo na Money Week 

Paixão pela velocidade começou cedo

Natural de São Paulo, Felipe Massa passou boa parte da infância em Botucatu, interior paulista. E foi na calmaria da pequena cidade que ele encontrou a grande paixão da vida: a velocidade.

Titonio Massa, pai de Felipe, deu a ele uma moto de 50 cilindradas aos 6 anos e, a partir daí, Felipe não parou mais de correr. Literalmente.

Aos 8, trocou as duas rodas pelas quatro de seu primeiro kart. Ainda criança, viajava toda semana com o pai  para disputar os campeonatos da categoria.

Do Kart, Felipe Massa pulou para os chamados bólidos – carros tipo Fórmula. Passou com destaque pela Fórmula Chevrolet, Fórmula Renault, Fórmula 3 e Fórmula 3000 antes de realizar o maior sonho da vida de todo piloto.

A trajetória de Felipe Massa na Fórmula 1

Felipe Massa

Em 2002, aos 21 anos, o pequeno Felipe Massa, de 1,66m, começou a escrever seu nome na elite do automobilismo.

Entre o GP da Austrália, em 2002, e o de Abu Dhabi, em 2017, Massa disputou 269 corridas por três equipes diferentes – Sauber, Ferrari e Williams.

O brasileiro recheou seu currículo com 16 pole positions, 11 vitórias, 41 presenças no pódio. Além de 1.167 pontos conquistados ao longo de 15 temporadas disputadas.

Foi em 2003, no entanto, ano em que não conseguiu seu lugar no grid, que Massa chamou a atenção da equipe pela qual viria a se tornar um dos destaques do Brasil no esporte.

Piloto de testes da Ferrari, o jovem encheu os olhos dos dirigentes italianos. Em 2006, quando Rubens Barrichello saiu da equipe, tornou-se o novo companheiro de Michael Schumacher.

Pela escuderia italiana, Massa conquistou o vice-campeonato mundial em 2008, ficando a um ponto de Lewis Hamilton.

Naquela temporada, Felipe Massa fechou o ano vencendo o GP do Brasil, mas ficou sem a taça porque na última curva. Isso porque Hamilton ultrapassou o alemão Timo Glock, cruzou a linha de chegada na 5ª posição e superou a pontuação final do brasileiro.

 

A 1ª vitória, o susto e a despedida

Três outros momentos da brilhante carreira de Massa na Fórmula 1 certamente ficarão marcados para sempre na memória do agora empresário e investidor.

A 1ª vitória na categoria, conquistada no GP da Turquia, em 2006, divide os holofotes com a 1ª conquista no GP do Brasil, no mesmo ano.

Massa, ao vencer em Interlagos, se tornou o 1º brasileiro a alcançar tal feito desde Ayrton Senna, em 1993. De quebra, registrou a vitória de número 90 do Brasil na principal categoria do automobilismo mundial.

Três anos mais tarde, o piloto passaria pelo maior drama que enfrentou em seus muitos anos de pista.

Durante uma sessão de treinos para o GP da Hungria, foi atingido na cabeça por uma mola que se soltou do carro de outro brasileiro, Rubens Barichello.

Massa chegou a correr risco de morte, mas se recuperou e voltou a correr pela Ferrari no ano seguinte. Ele permaneceu na escuderia italiana por mais quatro temporadas.

Em 2014, o brasileiro foi para a Williams, equipe que defendeu até se aposentar definitivamente da Fórmula 1.

Convidado a integrar a recém-criada Fórmula E, Massa assinou contrato com a equipe Venturi para disputar o campeonato de 2018/19. Mas ele não exerceu a opção de renovação para 2020/21, trocando definitivamente o macacão de piloto pelas planilhas de investidor.

Das pistas para o mundo dos investimentos

Antes mesmo de se aposentar do esporte, Felipe Massa já dava sinais de que tinha tino de investidor.

Em 2008, ano em que foi vice-campeão mundial com a Ferrari, Massa mostrou preocupação com a crise financeira que assolava boa parte do planeta.

A quebra do banco Lehman Brothers, à época o quarto maior dos Estados Unidos, deixou o brasileiro de cabelos em pé.

“Tenho investimentos na bolsa também. A Fórmula 1 é patrocinada por bancos e empresas que também investem na bolsa. Os reflexos podem chegar aqui”, declarou à época.

A crise de 2008 passou, os investimentos de Felipe Massa sobreviveram e o piloto continuou acelerando seus ganhos.

“Em toda minha carreira, consegui ganhar mais dinheiro do que imaginava. Vou trabalhar com investimentos, para cuidar de tudo que ganhei até agora. O dinheiro tem sempre que andar para cima”.

Negócios variados: o empresário Felipe Massa

Longe das pistas, Felipe Massa tem investido também em seu lado empreeendedor.

Ele é um dos sócios da Da Natu, marca de kombuchas, chás, sucos e shots prensados a frio, com sede no Sul do País.

Em abril deste ano, em meio à pandemia, a da Natu firmou uma sociedade com a OakBerry, rede de franquias de alimentação saudável. Fundada em 2016 por Georgios Frangulis, a OakBerry possui hoje mais de 170 franquias no Brasil. Em 2019, a rede faturou R$ 90 milhões.

“Acreditamos que, com esse cobranding, iremos ganhar força no mercado e atingir mais clientes. A Da Natu se preocupa com a satisfação do consumidor. Por isso oferece bebidas 100% naturais, veganas, plant based e sem adição de açúcares”, explicou.

Bandeira vermelha para novo negócio

Felipe Massa

Felipe Massa e os sócios no Beefbar Foto: Divulgação

Na Fórmula 1, o agito de uma bandeira vermelha significa que a corrida precisará ser interrompida momentaneamente, até que o problema detectado seja resolvido.

No mundo dos negócios, Felipe Massa se deparou com situação semelhante. A bandeira vermelha, no caso, foi a pandemia.

O ex-piloto, que vive há 14 anos no principado de Mônaco, resolveu trazer de lá para o Brasil uma filial do restaurante Beefbar. A inauguração estava prevista para 20 de março, mas a Covid-19 postergou os planos.

Fundado pelo restauranteur italiano Riccardo Giraudi, em Monte Carlo, o estabelecimento tem 11 filiais. Quase todas em destinos badalados como Saint-Tropez e Mykonos.

Para montar a filial paulistana, Massa se associou ao irmão, Dudu, e ao empresário Ruly Vieira, do Banana Café.  “O tipo de comida, a experiência e o serviço que o Beefbar proporciona não existem em São Paulo”, disse Massa. O restaurante foi finalmente liberado para funcionar em setembro, com o afrouxamento do isolamento social.

A especialidade da casa é o lanche de carne a partir do boi Wagyu, originário do Japão. O prato pode custar até R$ 500 por peça. Segundo o piloto, a experiência vale o que custa.