Mini-índice Bovespa: o que é e como funciona esse minicontrato

Natalia Gómez
Editora, é jornalista especializada no mercado de investimentos há 17 anos. Formada pela PUC-SP, teve experiências em veículos como Agência Estado, Valor Econômico e Revista Você SA; e na área de comunicação corporativa e relações públicas para instituições financeiras.
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Existem várias formas de investir na bolsa de valores. A mais conhecida é comprar ações de empresas listadas. Mas existe ainda outra forma que pode ser acessada pela pessoa física por meio do home broker: são os minicontratos de Ibovespa, também chamados de Mini-Índice.

Os minicontratos de Ibovespa são contratos de compra e venda de uma estimativa do Índice Bovespa para uma data futura, com um preço determinado.

De acordo com a B3, esse tipo de investimento foi criado para viabilizar a operação de investidores pessoas físicas e pequenas empresas no mercado de derivativos.

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Se você ouviu falar em mini-índice e ficou interessado neste tipo de investimento, veja como funciona, quais são seus riscos e vantagens.

O que é mini-índice?

Primeiramente, é preciso entender o que são derivativos ou contratos futuros. São instrumentos que oscilam em função de outros.

Nesse caso, o mini-índice oscila em função do Ibovespa, que é o principal índice de referência da bolsa brasileira. Ele estabelece a compra e venda do índice a um dado preço em uma data futura.

Esse tipo de ativo foi criado originalmente para a proteção do investidor. Isso porque ele protege contra as oscilações do ativo-objeto – nesse caso, o Ibovespa. Mas os derivativos também são usados como forma de especulação.

Todavia, antes de operar é importante saber dos riscos envolvidos e ter condições de fazer uma boa análise técnica do Ibovespa.

Antes de continuar, é importante explicar o que é o índice Ibovespa. Trata-se do principal indicador de desempenho das ações negociadas na bolsa de valores (B3). Ele reúne as empresas mais relevantes negociadas em bolsa.

Esse grupo de ações corresponde a cerca de 80% dos negócios do mercado de capitais nacional. Para saber mais sobre ele, clique aqui.

Por que mini?

Os minicontratos de Bovespa são chamados de mini porque representam apenas 20% de um contrato de índice cheio. Com isso, é um valor menor, com menores riscos e menores margens para operar.

Como comprar

O lote mínimo é um contrato, no qual 10 pontos de oscilação no mercado equivale a lucro ou prejuízo de R$ 2. Portanto, um ponto do Ibovespa gera R$0,20.

A variação mínima do contrato é de 5 pontos.

Por exemplo, imagine que você comprou o mini-índice e vendeu com 200 pontos de lucro.

Para saber quanto você lucrou, basta multiplicar 200 pontos por 1 contrato por 0,20 (que é a oscilação por ponto). Ou seja, o lucro seria de R$ 40.

Caso você tenha operado mais contratos, deve multiplicar pelo número de contratos.

Você vai receber R$ 40 menos as taxas da corretora e da bolsa. Também sofrem incidência de 15% sobre lucro líquido nas operações normais e 20% nas operações de day trade.

Vantagens e riscos do mini-índice

Os mini índices são usados como uma forma de proteção contra exposição em renda variável. Um dos pontos positivos é a liquidez e o baixo investimento mínimo, que é de R$ 20.

Por outro lado, é preciso ter cautela na hora de operar neste mercado pois os riscos são elevados. O investidor fica exposto a mudanças frequentes. Por isso, é ideal que você faça isso com base em análises técnicas e recomendações de investidores profissionais.

“Por meio de uma única operação, o investidor pode manter posições altamente líquidas sem negociar ações individualmente no mercado à vista”, destaca a B3.

Em agosto de 2020, as pessoas físicas representaram 44% dos investidores que operam mini-índice; investidores não residentes representam 42% do total. Outros 10% são operados por investidores institucionais e 3% por instituições financeiras.