Entenda quais são os fatores que fazem a bolsa de valores cair

Natalia Gómez
Editora, é jornalista especializada no mercado de investimentos há 17 anos. Formada pela PUC-SP, teve experiências em veículos como Agência Estado, Valor Econômico e Revista Você SA; e na área de comunicação corporativa e relações públicas para instituições financeiras.
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Todo mundo escuta falar da alta e da queda da bolsa, mas quem é novo neste mercado costuma ter dúvidas. Mas afinal, o que faz a bolsa subir ou cair? E como este desempenho é medido?

A referência é o Ibovespa

Em primeiro lugar, é importante entender que quando o mercado fala em alta ou baixa da bolsa, está se referindo ao índice Ibovespa

O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na bolsa de valores (B3). Ele reúne as empresas mais relevantes negociadas em bolsa. 

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Este grupo de ações que compõe o Ibovespa corresponde a cerca de 80% dos negócios do mercado de capitais nacional.

O Ibovespa foi criado em 1968 e serve como referência de como está indo a bolsa de valores como um todo. Ele é reavaliado pela B3 a cada quatro meses.

Em vez de investir em uma ação de determinada empresa, o investidor também pode investir em produtos relacionados ao índice. Isso significa que estes produtos variam conforme o Ibovespa

Um exemplo bastante conhecido é o fundo de índice BOVA11, que acompanha o andamento do Ibovespa, mas existem outros.

Fatores que fazem Ibovespa subir ou cair

Da mesma forma que acontece em qualquer mercado, o Ibovespa obedece a lei de oferta e demanda. 

Quanto mais pessoas e instituições estiverem interessadas em comprar as ações que compõem o índice, mais ele vai subir. 

Da mesma forma, um desinteresse do mercado vai gerar a venda das ações e reduzir a cotação do índice.

No mercado financeiro, os investidores tomam suas decisões de compra ou venda baseados nas suas expectativas para o futuro.

Crises políticas, pandemias, turbulências externas são alguns dos exemplos que fazem o mercado como um todo sofrer queda.

Isso porque nestes momentos o mercado prevê uma saída dos investidores da bolsa, com impacto negativo sobre o Ibovespa.

Acontecimentos relativos aos negócios das empresas também fazem a bolsa subir ou cair. Quanto mais promissor o futuro da empresa, melhor para a ação, e vice-versa.

Sobe e desce na história

Quando o tombo do Ibovespa é muito grande, geralmente é associado a uma expectativa negativa para o mercado como um todo. 

Confira abaixo as correções históricas do Ibovespa que superaram 15%.

Fonte: XP e Bloomberg

Pelo gráfico, fica evidente a influência das crises internacionais sobre a cotação do índice. Os anos de 2001 e 2008 são exemplos disso.

No primeiro caso, por causa dos atentados ao World Trade Center nos EUA e crise na Argentina, impulsionada  pela Crise do Apagão no Brasil, destacou a XP em relatório.

Em 2008, por causa do colapso financeira ausado pela da crise do subprime. Agora em 2020, a pandemia do coronavírus e seus desdobramentos têm levado a bolsa a fortes oscilações em um curto espaço de tempo.

Como investir na bolsa de valores?

Instabilidades existem, e por isso mesmo os especialistas defendem que a bolsa de valores deve ser um investimento de longo prazo.

Por isso, se você tem um objetivo para o futuro, esta pode ser uma boa alternativa para aumentar o retorno da sua carteira.

Existem várias formas principais de investir na bolsa de valores. Uma delas é comprar ações diretamente. Para isso, é preciso abrir uma conta numa corretora de valores. 

A segunda forma é comprar cotas em um fundo de ações ativo. Neste caso, o gestor faz uma carteira de ações, e você paga uma taxa de administração, além de uma taxa sobre o montante que exceder a variação do Ibovespa.

A terceira forma é comprar um fundo de ações passivo ou um fundo de índice. O fundo de ações passivo compra uma carteira igual ao Ibovespa, acompanhando o movimento deste índice. 

O fundo de índice (chamado de ETF) chamado BOVA11 é outra opção que também vai permitir que você tenha ganhos acompanhando o índice.

Vale destacar que fundos passivos e ETFs são menos arriscados que fundos ativos.