Meliuz (CASH3): o que acontece com as ações? É hora de comprar ou vender?

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução Blog da Méliuz

As ações da Méliuz (CASH3) dispararam na última semana embaladas pelo desdobramento do papel na proporção de 1 para 6.

Favorecida por uma liquidez maior, a demanda pelo papel avançou 4,87% em setembro, revertendo a forte queda de 40% verificada em agosto.

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Antes disso, a companhia vinha registrando fortes altas mensais, de modo a acumular uma valorização de 116,54% entre abril e julho de 2021.

O desempenho ruim do mês passado reflete o fraco resultado do balanço do segundo trimestre de 2021, que reportou um prejuízo líquido de R$ 6,69 milhões.

Para o BTG Pactual (BPAC11), é justo afirmar que os números do segundo trimestre foram desapontadores.

“A transição de um mercado de cashback ‘puro’ para um ecossistema mais completo, que inclui financiamento embutido na experiência de compra, provavelmente não será uma linha reta para o sucesso. Mas ainda acreditamos que pode ser transformador e a empresa está no caminho certo”, diz o BTG.

Atuação da Méliuz

A empresa oferece cupons de desconto de lojas onlines para seus clientes, serviço conhecido como cashback. Seu sistema permite que parte do dinheiro seja devolvido ao consumidor em sua conta bancária.

Desempenho mensal da Méliuz na B3

A Méliuz estreou na B3 em novembro de 2020 e levantou mais de R$ 629 milhões com os papéis fixados a R$ 10. No último dia 6 de setembro as ações se tornaram ainda mais atrativas aos investidores após a entrada do ativo no índice Ibovespa.

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Os papéis CASH3 encerraram o pregão da sexta-feira (17) a R$ 7,11, queda de 3,53%. Em 2021, a ação da companhia já registra uma valorização de 182%.

BTG afirma que Méliuz está no caminho certo e recomenda compra

Em relatório do dia 25 de agosto, assinado por Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, o BTG alterou sua recomendação de compra para a Méliuz ao aumentar o preço-alvo da ação de R$ 40,40 para R$ 60 em 12 meses.

O Banco revisou os números para Méliuz após o follow-on e as fusões de aquisições.

O BTG informou que a revisão da análise incorporava: i) o recente follow on; ii) a aquisição da Acesso, assumindo será aprovada no final do quarto trimestre; e iii) os resultados do segundo trimestre de 2021, publicados em 16 de agosto.

Segundo trimestre mais fraco para Méliuz

Apesar do crescimento impressionante no número de clientes ativos, o marketplace GMV de Méliuz no Brasil ficou aquém de consenso, crescendo “apenas” 8% t/t e 83% a/a.

“A Méliuz afirma que ainda está conhecendo esses novos clientes e sinaliza que muitos estão comprando itens de menor valor, o que também impactou a taxa de take”.

Os serviços financeiros também registraram desaceleração, com a empresa indicando que pretende migrar de uma parceria de marca compartilhada com o Banco Pan ao seu próprio cartão de crédito, que o BTG espera que seja lançado em janeiro do próximo ano, juntamente com um aplicativo totalmente novo.

Fusões e aquisições promissoras da Méliuz

Em julho deste ano, a Méliuz anunciou a aquisição da Alter, um banco digital especializado na negociação de criptoativos. O valor da transação foi de, aproximadamente, R$ 25,9 milhões.

Já em maio de 2021, a companhia adquiriu o site Promobit e o Grupo Acesso, este último foi negociado pelo montante de R$ 324,5 milhões.

Em fevereiro do mesmo ano, a Méliuz fechou um acordo para a aquisição de 51,2% das ações representativas da Picodi.com. A negociação movimentou, aproximadamente, R$ 120 milhões.

Para o BTG, a Méliuz vem expandindo suas operações e contratando ótimos funcionários ultimamente.

“Considerando que o grupo chegou onde chegou (no IPO) com “apenas” R$ 30 milhões em investimentos e uma pequena equipe de 140 profissionais, o que pode conseguir agora com muito mais capital e uma equipe maior e melhor?”, questiona o BTG.