Méliuz (CASH3): saiba mais sobre esta small cap

Ana Paula Schuster
Colaborador do Torcedores

A Méliuz (CASH3) é uma empresa que oferece descontos em compras oferecendo devolução de dinheiro. Trata-se de uma plataforma online que atua no Brasil com milhões de usuários. Para saber mais sobre ela continue lendo nosso artigo e entenda tudo.

Apresentação da empresa Méliuz (CASH3)

O negócio nasceu em 2011 como uma nova startup. A proposta é ceder cupons de desconto de lojas onlines para seus clientes, conhecidos como cashback. Seu sistema permite que parte do dinheiro seja devolvido ao consumidor em sua conta bancária.

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Hoje em dia a Méliuz (CASH3) tem cerca de 3 mil lojas parceiras e já devolveu R$ 94 milhões a quem utilizou seus serviços. Hoje em dia suas bases de consumidores que têm o cadastro é de quase 10 milhões.

A ideia da organização é repassar uma parte do valor que as empresas pagam para anunciar aos compradores. O cadastro é feito de forma rápida e gratuita. Com isso, se torna uma ponte que interessa a todos os lados e rende lucro.

Quando a compra é realizada na loja parceira o local notifica a empresa. Os detalhes da transação e seu o valor é repassado a Méliuz (CASH3). Assim, o valor que o cliente irá receber de volta aparece como pendente em seu extrato.

Parcerias comerciais

Ao receber a comissão pela venda, a startup repassa o preço para o consumidor. Hoje em dia conta com parceiros em diversas lojas online como:

  • Americanas;
  • Livraria Saraiva;
  • Casas Bahia;
  • Walmart;
  • Submarino;
  • Ricardo Eletro;
  • Fnac;
  • Sephora;
  • Netshoes;
  • Extra.

Em 2019 a instituição entrou no mercado de soluções financeiras, tornando-se presente na B3. Em parceria com um banco lançou um cartão de crédito que não possui anuidade, oferecendo até 1,8% de cashback nas compras.

História da empresa Méliuz (CASH3)

A Méliuz (CASH3) surgiu em 2011 em San Pedro Valley, em Belo Horizonte, como uma startup. No ano seguinte se tornou uma das 100 instituições escolhidas para participar do Startup Chile. Também lançou um programa de partnership para os seus colaboradores.

Em 2013, voltou a Belo Horizonte após a temporada internacional, contava com 6 funcionários em seu corpo. Já em 2016 lançou o aplicativo e inaugurou o Centro de Engenharia e Tecnologia em Manaus.

Dois anos depois foram aprovados no 63º Painel Internacional de Seleção (ISP). O evento aconteceu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Também recebeu o prêmio de Equipe Fundadora que foi dado pela Associação Brasileira de Startups.

Em 2019 a Méliuz (CASH3) lançou um programa de recompensa exclusivo para os influenciadores digitais. A empresa criou um cartão de crédito e também foi eleita uma das melhores contratantes de Minas Gerais.

2020

A instituição passa a oferecer cashback por meio de leitura da nota fiscal da compra. Essa ação pode ser feita por meio da compra de produtos específicos, devido a parcerias com indústrias.

Lançou um programa de Renda Extra e foi reconhecida como uma das 35 melhores empresas para trabalhar. Além disso, lançou suas ações na Bolsa de Valores brasileira – à B3.

Estratégia Méliuz (CASH3)

O CEO e fundador da Méliuz (CASH3), Israel Salmen, defende como principal estratégia da startup a internacionalização. Para isso, tem ampliado suas parcerias para ocupar cada vez mais espaço.

Seu intuito é criar um portfólio extenso que torne mais fácil a presença da marca em outros países. Tem chamado a atenção de vários investidores por ter boas margens de lucro e nenhuma dívida.

Há pouco tempo adquiriu a Picodi, uma empresa com sede na Polônia, a compra foi importante para os planos de expansão. Isso diversifica a sua receita geográfica e dá chances de gerar mais parceiros distintos.

O acordo foi firmado porque a outra marca tem uma ótima tecnologia escalável. Com a base oferecida por eles, o modelo de negócio brasileiro pode ser desenvolvido para a Europa.

As outras metas da Méliuz (CASH3) são fortalecer o Marketplace e o seu novo cartão. Fora isso, deve ter testes para lançar outros serviços financeiros. A expectativa é que até os próximos 20 anos se torne uma líder consolidada no segmento.

IPO em 2020

Sua Oferta Pública Inicial (IPO) foi realizada em novembro de 2020. Em sua estreia já conseguiu movimentar R$ 367 milhões, com ações à R$ 10,00. Na oferta secundária levantou R$ 294 milhões para os acionistas.

A empresa tem suas ações negociadas no índice Brasil Amplo BM&FBOVESPA (IBrA B3). Com isso, tem retorno total, estando entre os ativos com bons índices de negociabilidade.

Segmento da bolsa

A empresa é classificada em seus setores como tecnologia da informação, programas e serviços. Logo, suas atividades principais são definidas como:

  • Portal virtual para veiculação e divulgação de marcas;
  • Produtos e outros materiais;
  • Locação de espaços publicitários;
  • Intermediação de negócios;
  • Licenciamento de Softwares.

Essa grande quantia possibilita que a Méliuz (CASH3) seja mais do que uma plataforma digital. O negócio possui uma grande possibilidade de crescimento no futuro.

Desempenho no último balanço da Méliuz (CASH3)

A empresa acaba de apresentar resultados positivos em seu último balanço. Ela chegou a R$ 52 milhões, crescendo 20% no semestre e 64% na comparação anual. Um ótimo resultado considerando a crise causada pela pandemia.

O índice do cashback sobre o take rate chegou a 50%, trazendo um retorno positivo. O lucro final foi impactado pela terceirização de alguns setores. Assim, seus investidores devem esperar um prazo longo para colher seus rendimentos.

A Méliuz (CASH3) atualmente é considerada uma das melhores startups de e-commerce e do setor financeiro. Pois seus planos envolvem expandir cada vez mais a sua base de clientes.

Previsões

Sua previsão de receita é chegar a mais de R$ 300 milhões em poucos meses. Isso porque no último semestre adquiriu as seguintes empresas:

  • Picodi;
  • Acesso Bank;
  • Bankly;
  • Promobit;
  • Melhor Plano.

Essas parcerias devem render uma estimativa de lucro grande para longo prazo. Além disso, gera segurança na execução de seus planos de crescimento futuro.

Desempenho na crise

Desde o IPO lançado, as ações da Méliuz (CASH3) em 2020, subiram para R$ 50,25. Ela foi lançada em meio a crise atual que vivemos pela pandemia e foi pouco atingida. Isso porque o setor tecnológico não foi tão afetado em seu consumo.

No último pregão antes de 4T20, a empresa fechou com alta de 2,95%, a R$ 23,39. Seu Ebtida nesta data atingiu R$ 30,3 milhões e a receita líquida foi de R$ 125,4 milhões, crescendo 53,9%.

Valorização das ações – Gráficos

As ações da empresa têm crescido bastante nos últimos meses. A seguir esse aumento será demonstrado e explicado por meio de gráficos.

Cases da Bolsa

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No dia 1 de junho de 2021 sua cotação era de R$ 38,91. Já em 29 de junho fechou em R$ 50,25. Assim, o aumento da Méliuz (CASH3) foi de cerca de 29,14%, um ganho alto em 30 dias.

 

Há 6 meses atrás seus valores eram de R$ 17,06. Uma valorização gigante de 194,55%, fazendo com que seus acionistas tenham um lucro considerável.

 

A empresa ainda não completou um ano na B3, mas desde que foi lançada subiu R$ 40,90. Dessa maneira, sua taxa cresceu 437,43%, o que chamou a atenção de diversos investidores.

Maiores acionistas da Méliuz (CASH3)

A Méliuz (CASH3) é uma plataforma que veicula e divulga marcas, produtos e materiais no geral. Por isso, é uma organização do ramo de tecnologia que deve se expandir bastante no futuro. As ações em circulação são cerca de 58,89%, com 40 aplicadores.

O seu lançamento para o mercado foi muito aguardado já que seus números chamam atenção a tempos. Seus principais acionistas listados em 30 de abril de 2021 são:

  • Israel Fernandes Salmen – 18,53%;
  • Ofli Campos Guimarães – 18,49%;
  • Opportunity Hdf Administradora de Recursos Ltda – 7,91%;
  • Lucas Marques Peloso Figueiredo – 2,96%;
  • Andre Amaral Ribeiro – 1,10%.

Ainda existe um bom espaço inexplorado de ações a disposição de quem se interessa pelo negócio. Logo, é importante observar se o mercado é favorável, mas, a Méliuz (CASH3) tem um alto potencial de crescimento.

Balanço do primeiro trimestre da Méliuz (CASH3)

O balanço da marca no 1T21 se mostrou muito interessante, mesmo com pouco lucro. A receita líquida da instituição atingiu R$ 51,8 milhões, crescendo 63,7% que em 1T20. Já o lucro bruto foi de 4,5 milhões, diminuindo 51,1%.

Seus custos de serviços prestados foram de R$ 47,3 milhões, subindo 110,4%. O que se deve muito por conta das aquisições que a Méliuz (CASH3) fez no período.

Ebitda

No Ebitda atingiu 4,9 milhões, uma queda de 49,3%, sua margem foi de 9,5%, caindo 21,1%. Isso ocorreu por conta do reinvestimento do dinheiro em outras áreas da empresa e aplicações.

Seu resultado financeiro em 1T21 foi de um lucro de 400 mil reais. Uma quantia positiva já que no 1T20 teve um prejuízo de R$ 200 mil. Suas despesas cresceram 503,7% nesse período.

Resumo geral

Com bons lucros obtidos e aplicações para tornar a empresa mais rentável e global, a Méliuz (CASH3) destaca-se. Seu plano lógico possui uma gestão que sabe onde quer chegar e o que precisa fazer. Então deve render valores positivos a longo prazo.

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