Méliuz (CASH3) salta mais 10% e dobra de tamanho desde IPO

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Méliuz IPO

A ação da Méliuz (CASH3), plataforma de cashback pioneira no Brasil, dispara 10,39% na sessão desta terça-feira (12), dando continuidade aos fortes ganhos registrados na sexta, após a divulgação da prévia operacional.

Com a valorização de hoje, a empresa dobrou de tamanho desde sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) em 5 de novembro do ano passado.

A Meliuz informou na quinta-feira (07) que em 2020 o Volume Bruto de Mercadorias totalizou mais de R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 51%.

Somente no quarto trimestre, foram originados um total de R$ 950 milhões em volume bruto. Ou seja, um crescimento de 56% em relação ao desempenho observado no mesmo período de 2019.

Ao longo de 2020, foram abertas 5 milhões de novas contas no Méliuz, um crescimento de 96% em relação a 2019.

Assim, a empresa agora tem uma base total de 14 milhões de contas abertas. Foi um crescimento de 55% em relação ao total no final de 2019.

Já o número de usuários ativos nos últimos doze meses registrou um crescimento de 152%. Passou de 2,1 milhões em 2019 para 5,3 milhões em 2020.

O cartão Méliuz – cartão de crédito co-branded, em parceria com o Banco PAN (BPAN4), em 2020, atingiu a marca de mais de 2,8 milhões de solicitações – 16 vezes o número atingido em 2019.

Ventos favoráveis

Em função da pandemia de Covid-19, um grande número de usuários migrou para o meio digital no último ano, o que impulsionou o aumento das vendas no canal para os varejistas. Com a reabertura gradual dos comércios de rua e shoppings, as empresas estão cada vez mais explorando maneiras de reter um forte volume de clientes no meio digital, que agora se encontra em condições bastante desenvolvidas.

Diante disso, a Guide destaca que o business de cashback e cupons de desconto acaba se encaixando perfeitamente e ganhando ainda mais tração. Além disso, a gestora lembra que Meliuz também trabalha com o segmento de turismo e lazer, que deve ser bastante impulsionado após a chegada das vacinas contra a Covid-19.

Sobre a Méliuz

A Méliuz possui um histórico de 10 anos conectando consumidores a parceiros (principalmente varejistas e marketplaces), enquanto oferece cashbacks e cupons para estimular as compras. Impulsionada por uma equipe de gestão empreendedora e uma cultura sólida, desenvolveu a tecnologia e know-how para alcançar um ótimo UX (experiência do usuário) / engajamento.

A tecnologia, em seu modelo de negócio, contribui para divulgar as marcas de seus parceiros, impulsionando o desempenho de vendas destes. Ainda, é este diferencial que permite com que a Meliuz utilize sua extensa base de dados de 11 milhões de consumidores qualificados de maneira inteligente.

Cabe dizer que sua plataforma de marketplace não inclui somente o serviço de e-commerce das empresas varejistas parceiras, mas também os de turismo e lazer, e ainda bens de consumo e serviços diversos.

O BTG avalia que o negócio de cashback ainda é incipiente e uma maior divulgação do produto deve beneficiar um player independente como a Méliuz.

Dessa forma, o banco recomenda a compra do papel com preço-alvo de R$ 18,00. Enquanto isso, a Guide Investimentos vê grande potencial para ação da Méliuz e fixou o preço-alvo em R$ 30,00.

Apesar de estar em estágios de desenvolvimento diferente e apresentarem modelos de negócios diferentes, a Guide considera que que o potencial de Méliuz para atuação no segmento financeiro é comparável com as principais fintechs brasileiras (Banco Inter e Nubank).

Desempenho da Meliuz (CASH3) em 5 dias

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