Larry Page: saiba mais sobre o bilionário cofundador do Google

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Wikipedia

Recentemente, Larry Page entrou para o time dos bilionários com mais de US$ 100 bilhões. Segundo a Bloomberg, atualmente o cofundador do Google, com patrimônio de US$ 104 bilhões, ocupa o sexto lugar no seleto grupo, uma posição acima de Warren Buffet.

Em 1998, esse cientista da computação criou o que viria a ser uma das maiores potências da tecnologia mundial: o Google. Em 2020 a Alphabet, controladora do Google, atingiu valor de mercado de US$ 1 trilhão, passando a figurar ao lado das trilionárias Apple e Microsoft.

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A seguir, saiba mais sobre Larry Page e sobre a criação e evolução do gigante Google.

Larry Page, a origem

Larry Page nasceu em East Lansing (EUA) em 1973. Filho de dois professores da Universidade de Michigan que também eram programadores, desde cedo Larry se interessou pelo mundo da tecnologia.

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O ambiente familiar de Page estimulava muito os estudos e a criatividade. Dessa forma, manifestou muito cedo a vontade de empreender pois, já criança, dizia que queria ser inventor. Nesse sentido, tinha o gênio Nikola Tesla como ídolo de juventude.

No entanto, diferentemente de Tesla, Larry percebeu que um gênio também precisa ser bem sucedido nos negócios. Para isso, era preciso definir estratégias que permitissem levar os seus produtos ao conhecimento do mercado com sucesso.

Formação

Larry Page seguiu os passos da família e graduou-se em Engenharia da Computação na Universidade de Michigan. Ao ingressar em Stanford para cursar o doutorado em Ciências da Computação, conheceu o parceiro com quem viria a fundar a Google: Sergey Brin.

Rapidamente, Page e Sergey se tornaram amigos. Na época, Larry procurava um tema para desenvolver a sua tese de doutorado. Dessa forma, começou a estudar a matemática da internet e a importância dos links que existiam entre as páginas. Esse estudo foi acompanhado com Sergey, e ambos observaram que, entre as páginas, havia várias citações umas às outras. Logo, concluíram que documentar esse caminho poderia render algo interessante.

Naquela época, nem Larry nem Sergey pensavam em desenvolver um produto comercial. Ou seja, o objetivo de todo estudo era puramente acadêmico. Desse modo, em 1996 criaram o seu primeiro motor de busca, chamado Back Rub. A finalidade desse programa era, literalmente, vasculhar a internet atrás de links para os sites.

O início do Google

Depois do Back Rub, a dupla ainda criou outros motores de busca, até finalmente registrarem o domínio Google em 1997. O nome Google faz uma alusão à “googol”, que, na matemática, significa o algarismo 1 seguido de cem zeros. Nesse sentido, a ideia era reportar à grandeza, ao potencial de capacidade de busca de links que o motor tinha. Alguns dizem que o “Google” foi um erro de digitação, quando checavam a disponibilidade do domínio. O fato é que o nome agradou aos sócios, que o registraram assim que perceberam o domínio disponível.

Assim, a fundação da empresa Google acontece em 4 de setembro de 1998. Àquela altura, Larry e Sergey já tinham decidido sair de Stanford, quando encontraram nova sede da empresa. O Google passaria então a funcionar na casa de Susan Woijcicki, que virou a gerente de marketing da empresa e, desde 2014, é CEO do Youtube.

Em setembro de 1998, o Google ainda nem havia sido oficializado e já recebia o primeiro investimento. Na ocasião, Andy Bechtolsheim, cofundador da Sun Microsystems, deu um cheque de US$ 100 mil aos jovens sócios para investirem na empresa.

As tentativas de negociações frustradas

Apesar do sucesso inicial, os dois sócios não estavam ainda totalmente seguros sobre o futuro do projeto. Por isso, a ideia de ambos era voltar para a vida acadêmica e, por isso, tentaram algumas vezes vender o Google.

Dessa forma, em 1999, Larry e Sergey procuram a Excite, vice-líder de buscas (atrás do Yahoo). Na ocasião, oferecem o google ao CEO da empresa por US$ 750 mil, que recusou a proposta.

No mesmo ano, fizeram o mesmo com o Yahoo, que também não aceitou a oferta dos sócios. Pouco tempo depois, nova proposta foi feita ao líder Yahoo, dessa vez no valor de R$ 5 milhões, que também foi recusada.

Em 2001, a Google já havia crescido rapidamente e tinha mais de 400 funcionários. No entanto, sobravam conflitos de gestão, parte pelo temperamento agressivo de Page e parte por pura inexperiência dos sócios. Com o crescimento e respeito que a Google estava conquistando no mercado, Page e Brin decidiram profissionalizar a gestão dos negócios. Para isso, contrataram como CEO o veterano Eric Schmidt, na ocasião presidente e diretor executivo da Novell. Schmidt atuou como CEO da Google durante 10 anos. Depois disso, Page assumiu o controle do conglomerado, em 2011.

IPO e aquisições da Google

Em 2004, a Google faz a sua oferta inicial de ações (IPO). Na ocasião, mesmo com movimentação aquém da esperada pelo mercado, a companhia conseguiu captar mais de US$ 1 bilhão.

Nessa época, a Google começou a adquirir várias empresas, o que a fez atuar em diferentes setores da tecnologia. Nesse sentido, uma das compras mais significativas do grupo foi a Android, em 2005, por US$ 50 milhões. A intenção era utilizar o buscador também em celulares, porém a tecnologia do Android era atrasada em relação a Apple, que lançou o iPhone em 2007.

Um ano depois, em 2008, foi lançado o primeiro Android no mercado, em parceria com a T-Mobile. Para conseguir alcançar a Apple, o sistema foi mantido de forma gratuita. Isso surtiu resultado, pois em 2010 o Android conseguiu ultrapassar o iPhone em número de novos usuários.

Outra grande aquisição do grupo foi a do YouTube em 2006. Na ocasião, a negociação foi de US$ 1,65 bilhão, o que juntou as marcas mais populares da internet.

A holging Alphabet

Em 2015, ocorreu uma importante reestruturação estratégica no Google. Naquele ano, Page e Brin criaram a Alphabet (GOOGL/GOOL), holding que controla os negócios operacionais do conglomerado Google.

Nesse sentido, o objetivo da criação da Aplhabet foi, justamente, liberar as diversas empresas do grupo para focarem somente nas suas operações. Em outras palavras, elas desenvolvem e executam os projetos enquanto a holding cuida de toda a administração.

Atualmente, a holding está ainda mais próxima da Google. Isso porque, no final de 2019, Larry e Sergey deram adeus à empresa para se dedicarem a outros projetos. Quem assumiu o controle da Alphabet foi o atual CEO da Google, Sundai Pichai.

Em carta pública sobre a saída, os dois sócios não deram muitos detalhes sobre a decisão. Nesse sentido, declararam apenas considerarem a Alphabet um “jovem adulto”, madura o suficiente para se virar sem a supervisão dos pais.

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