Joseph Stiglitz: o Nobel de Economia participará da sexta edição da Money Week

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores

Crédito: Joseph Stiglitz

A sexta edição da Money Week tem como tema “Cenários 2022”. O evento acontece entre os dias 11 a 14 de janeiro de 2022, e contará com figuras ilustres da política e do noticiário econômico e financeiro nacional e internacional. Entre as presenças confirmadas, está Joseph Stiglitz, economista, professor e vencedor do Nobel de Economia de 2001.

A seguir, saiba mais sobre Joseph Stigliz.

Quem é Joseph Stiglitz

Economista e professor, Joseph Stiglitz nasceu em 1943 na cidade de Gary, Estados Unidos. Formou-se em economia em 1964 e, três anos após sua graduação, obteve o título de PhD no Massachusets Institute of Tecnology (MIT).

Nos anos 1990, o economista foi presidente do Conselho de Assessores Econômicos do presidente Bill Clinton. Além disso, desempenhou funções na área de desenvolvimento do Banco Mundial.

Já na esfera privada, Stiglitz lecionou em renomadas universidades, como Yale, Stanford, Columbia e Harvard. Crítico da globalização e dos defensores do “livre mercado”, o economista ajudou a explicar contextos nos quais o mercado não funciona sem a intervenção do estado. Inclusive, em seus trabalhos demonstra como a intervenção do governo de forma seletiva pode ajudar a melhorar a sua performance.

Em 2011, Stiglitz foi eleito uma das pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.

Premio Nobel de Economia

Em 2001, Joseph Stiglitz dividiu o Nobel de Economia com Michael Spence e George Akerlof por suas contribuições na chamada “ “Teoria dos Mercados com Informações Assimétricas”.

Até então, o pensamento predominante era o da economia tradicional, que defendia o modelo de concorrência perfeita. Ou seja, o livre mercado seria a melhor forma de alocação de recursos com a máxima eficiência.

Porém, o mercado possui falhas que não permitem a igualdade entre concorrentes, e uma dessas falhas é a assimetria da informação. Isso acontece quando uma das partes possui mais informações do que a outra sobre determinada negociação. Esse tipo de desigualdade pode ocasionar falhas na alocação eficiente de recursos e levar ao cancelamento de negócios.

Um exemplo para entender a assimetria da informação é pensar no mercado de carros usados. Nesse mercado, há bons e maus veículos, porém somente o vendedor conhecerá o real estado de cada um deles.

Dessa forma, os casos usados terão um preço médio, cujo valor será acima do preço do carro ruim e abaixo do preço do carro bom. Com isso, os vendedores dos bons carros acabam se retirando do mercado, o que beneficia e atrai cada vez mais carros ruins para as negociações.

Esse é um típico exemplo de como a desigualdade de informações pode causar distorções ao mercado. Em momentos como esse, o Nobel de Economia defende que o estado deve atuar, no sentido de regulamentar as atividades para buscar o equilíbrio.

Economia sustentável

Influenciado por pensadores como John Maynard Keynes, Stiglitz defende uma nova economia, mais justa, sustentável e inclusiva.

Segundo o economista, o sistema capitalista precisa ser reformado. No fórum da Academia de Ciências Sociais do Vaticano, realizado em fevereiro de 2020, Joseph Stiglitz declarou que “o atual modelo do capitalismo fomenta um crescimento de desigualdades, destruição do meio ambiente, polarização de nossas sociedades e um permanente descontentamento, que não pode ser negado.”

No mesmo evento, o economista declarou que “uma economia distorcida, distorce a política e a sociedade”. Além disso, acrescenta que “o fundamentalismo de mercado dominou por quatro décadas e fracassou. Por isso, é preciso um novo contrato social, que espalhe solidariedade em nossas cidades e pelas gerações. Isso significa um papel diferente para os governos, com mais ajuda aos cidadãos que necessitam, impostos progressivos e, acima de tudo, reescrever as regras da economia”, diz.

Por Carla Carvalho