Investimentos Inteligentes: as principais ideias do livro de Gustavo Cerbasi

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Instagram

Investimentos Inteligentes, de Gustavo Cerbasi, é uma obra extremamente útil para o investidor iniciante. Em pouco menos de 300 páginas, o autor apresenta diversas formas de investimentos e situações cotidianas das finanças pessoais.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo

Basicamente, o livro nos mostra a importância que fazer investimentos inteligentes tem para que se possa garantir tranquilidade financeira no futuro.

A seguir, confira alguns dos principais ensinamentos do livro!

Investimentos Inteligentes: principais ideias do livro

Antes de mais nada, Cerbasi nos fala sobre a necessidade de organizar as finanças pessoais. Para isso, o primeiro passo é livrar-se das dívidas, para que se possa formar a reserva de emergência e, desse modo, estabelecer um orçamento familiar.

Depois de ordenadas as finanças e formado o fundo de emergência, é preciso pensar em como fazer o dinheiro crescer. Mas isso só será possível se forem escolhidos os investimentos mais adequados ao perfil e ao objetivo do investidor.

Afinal, o que é investimento?

Esse é um dos primeiros pontos abordados pelo autor quando começa a falar em rentabilizar o patrimônio.

Existe uma grande diferença entre investir e guardar dinheiro. De acordo com Cerbasi, investir não é somar, mas sim multiplicar o capital. Isso significa que se deve buscar a maior rentabilidade possível, para que os lucros acumulados aumentem o patrimônio de forma considerável com o passar do tempo.

Para ilustrar a diferença entre investimento, acumulação e consumo, o autor mostra exemplos bem acessíveis. Veja alguns deles

Imóveis

O livro se refere a um casal que, de forma incorreta, diz estar “investindo” em um imóvel para a sua moradia.

Você pode se perguntar: mas por que essa afirmação estaria errada? Afinal, imóveis não são investimentos?

A resposta é simples: um imóvel destinado à moradia não pode ser considerado um investimento. Isso porque o dinheiro gasto com ele não tem o objetivo de ser multiplicado, mesmo que isso possa acontecer no futuro.

Da mesma forma, se você comprar um imóvel para morar e ele se desvalorizar, pouca diferença isso fará na sua vida. Desde que, é claro, ele esteja servindo ao seu propósito de moradia.

Moeda estrangeira

Segundo Cerbasi, outro erro que algumas pessoas cometem é se referirem a moedas estrangeiras como investimentos. Para ele, nem mesmo o dólar, a moeda mais forte do mundo, pode ser considerado um investimento.

Adquirir moedas estrangeiras pode, no máximo, proteger o patrimônio da desvalorização cambial. No entanto, a economia mostra que, por mais que uma moeda apresente tendência de se valorizar sobre outras, isso acaba sendo passageiro com o decorrer dos anos. Além disso, essas moedas também estão sujeitas à inflação dos respectivos países.

Previdência

Esse é mais um mito abordado por Cerbasi no livro. É comum vemos títulos de capitalização sendo oferecidos como investimentos em algumas instituições financeiras.

Normalmente, isso acontece quando o cliente reclama para o seu gerente que não têm disciplina suficiente para economizar um valor mensal para investir. Ou seja, esses títulos servem muito mais como uma poupança forçada do que, propriamente como um investimento. Para Cerbasi, a capitalização é um tipo de “loteria”, que devolve ao poupador parte do que foi investido depois de determinado período. E, durante a vigência do plano, dá o direito de concorrer a prêmios. Basicamente, acaba sendo essa a vantagem de um título de capitalização.

Por isso, não dá para considerar a capitalização como investimento.

Não espere sobrar dinheiro para poupar

Mais importante do que o valor, é a regularidade com que se faz o investimento. Por isso, para que uma carteira cresça e tenha sucesso no longo prazo, o maior segredo é o foco e a disciplina no sentido de manter aportes mensais.

Mas afinal, qual é o melhor investimento para o meu dinheiro?

Para Cerbasi, essa é a pergunta de um milhão de dólares e, para a qual, não há uma resposta única.

Tudo dependerá do perfil, experiência e disponibilidade do investidor para escolher os ativos e acompanhar o desempenho da carteira. Para pessoas que não possuem muito tempo disponível (ou mesmo experiência), os fundos de investimento são alternativas interessantes. Isso por causa de sua praticidade e pelo acompanhamento de um gestor profissional. Já quem conhece e se dedica ao mercado financeiro, pode assumir mais riscos em renda variável, investindo em ações ou em outros ativos do mercado de capitais.

Independentemente do contexto, duas coisas são muito importantes: a diversificação da carteira e a escolha do melhor custo benefício entre as corretoras.

Essas foram algumas das ideias principais do livro de Gustavo Cerbasi. Se você gosta de livros sobre investimentos e empreendedorismo, dê uma olhada nas sugestões que a EQI preparou no artigo abaixo!

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