IGP-M, do aluguel, avança 4,10% em maio, acima da projeção; em 12 meses, alta é de 37,04%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O índice de reajuste de aluguel IGP-M acelerou 4,10% em maio, contra 1,51 do mês anterior, com os preços das commodities voltando a pressionar a inflação ao produtor, informa a FGV. A projeção era de alta de 4%. O índice acumula alta de 14,39% no ano e de 37,04% em 12 meses.

Comparativamente, em maio de 2020 o índice subia 0,28% e acumulava alta de 6,51% em 12 meses.

Segundo André Braz, coordenador da pesquisa, a alta foi puxada pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que avançou 5,23%, sob forte influência dos aumentos registrados para minério de ferro (de recuo de 1,23% para alta de 20,64%), cana-de-açúcar (de 3,43% para 18,65%) e milho (de 8,70% para 10,48%). “Essas três commodities responderam por 62,9% do resultado do IPA, cuja taxa foi de 5,23%”, diz.

Em abril, o IPA havia sido de 1,84%.

Além do IPA, que responde por 60% do IGP-M, o indicador também é formado por outros dois índices: o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). Eles respondem por 30% e 10%, respectivamente, do IGP-M.

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,61% em maio, ante 0,44% em abril. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (0,39% para 1,16%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,06% em abril para 4,38% em maio.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Vestuário (-0,03% para 0,45%), Educação, Leitura e Recreação (-0,76% para -0,59%), Alimentação (0,19% para 0,31%) e Comunicação (0,36% para 0,67%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (1,03% para 0,75%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,99% para 0,89%) e Despesas Diversas (0,37% para 0,19%) registraram decréscimo.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,80% em maio, ante 0,95% no mês anterior. Materiais e Equipamentos foram de 2,17% para 2,93%. Serviços, de 0,52% para 0,95%. E Mão de Obra, de 0,01% para 0,99%.