IGP-M sobe 1,51% em abril, com recuo em relação a março, mas acima da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A leitura final do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de abril apontou alta de 1,51%, acima da projeção de 1,45%. Houve recuo em relação a março, quando a alta foi de 2,94%. Mas, ainda assim, o índice acumula alta de 9,89% no ano e de 32,02% em 12 meses.

O IGP-M é o indicador atualmente utilizado para reajuste do aluguel, mas, devido à forte alta, muito vinculado ao preço das commodities, vem sendo substituído nas negociações pelo IPCA. A FGV já admite, inclusive, que estuda substituir o indicador do aluguel.

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O IGP-M é formado por outros três índices: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M; Índice de Preços ao Consumidor (IPC), 30%; e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), correspondente a 10% do IGP-M.

IGP-M: resultados por índice

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 1,84% em abril, ante 3,56% em março. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 18,64% para -1,08%, no mesmo período.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,44% em abril, ante 0,98% em março. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (3,97% para 1,03%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 11,33% em março para 3,03% em abril.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,02% para -0,76%), Habitação (0,53% para 0,39%) e Vestuário (0,18% para -0,03%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,41% para 0,99%), Comunicação (-0,10% para 0,36%), Alimentação (0,10% para 0,19%) e Despesas Diversas (0,21% para 0,37%) registraram acréscimo em suas taxas de variação.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,95% em abril, ante 2% no mês passado. Materiais e Equipamentos foram de 4,44% para 2,17%. Serviços, de 0,69% para 0,52%. E Mão de Obra, de 0,28% para 0,01%.

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