IGP-M, que reajusta o aluguel, recua para 0,60% em junho, abaixo da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), calculado pela FGV e usado no reajuste do aluguel, subiu 0,60% em junho, ante 4,10% de maio. O mercado esperava leitura maior, de 1%.

Com o resultado, o índice acumula alta de 15,08% no ano e de 35,75% em 12 meses. Comparativamente, em junho de 2020, o índice havia subido 1,56% e acumulava alta de 7,31% em 12 meses.

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Segundo André Braz, coordenador da pesquisa, houve uma combinação de valorização do real com o recuo dos preços em dólar de commodities importantes, o fez o grupo matérias-primas brutas do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cair 1,28% em junho, ante alta de 10,15% no mês passado.

O IGP-M é formado por uma combinação de IPA mais o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), na proporção de 60%, 30% e 10%, respectivamente.

IGP-M: preços ao produtor

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,42% em junho, ante 5,23% em maio. A taxa do grupo Bens Finais variou 1,32% em junho. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 1,59%. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,98% para 2,45%.

Os Bens Intermediários passaram de 2,59% em maio para 1,78% em junho. Com destaque para a manufatura, cujo percentual passou de 3,32% para 1,71%.

O estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 1,28% em junho, após subir 10,15% em maio. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (20,64% para -3,04%), soja em grão (3,74% para -4,71%) e milho em grão (10,48% para -5,50%). Em sentido oposto, destacam-se os itens leite in natura (1,24% para 6,20%), bovinos (0,41% para 1,19%) e aves (3,82% para 4,96%).

IGP-M: preços ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,57% em junho, ante 0,61% em maio. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,89% para 0,07%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item medicamentos em geral, cuja taxa passou de 2,39% em maio para 0,62% em junho.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Comunicação (0,67% para -0,03%), Habitação (1,16% para 1,10%), Educação, Leitura e Recreação (-0,59% para -0,69%) e Vestuário (0,45% para 0,40%).

Transportes (0,75% para 1,43%) e Despesas Diversas (0,19% para 0,29%) registraram acréscimo em suas taxas de variação.

Já o grupo Alimentação subiu 0,31% em junho, repetindo a taxa apurada no mês anterior.

Custo da construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,30% em junho, ante 1,80% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: Materiais e Equipamentos (2,93% para 1,75%), Serviços (0,95% para 1,19%) e Mão de Obra (0,99% para 2,98%).

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